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Glossário de Obra

Significado dos termos mais comuns de reforma e construção iniciados com a letra C

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CABOCHÃO
Peça em forma de losango que dá acabamento a pisos feitos com pedras, cerâmicas ou azulejos.
CACHORRO
Peça de pedra, madeira ou concreto que sustenta beirais, sacadas ou balcões.
CAIAR
Pintar com cal diluída em água.
CAIBRO
Peça de madeira, geralmente de seção próxima ao quadrado, que, junto com outras, sustenta as ripas dos telhados ou as tábuas dos assoalhos. Nos telhados, apoia-se nas cumeeiras, nas terças e nos frechais -nos assoalhos, apoia-se nos barrotes.
CAIMENTO
Termo empregado para designar a queda das águas dos telhados -é expresso em graus ou porcentagem.
CAIXA D'ÁGUA
Depósito de água confeccionado em materiais como concreto armado, fibrocimento, aço ou plástico.
CAIXA DE ESCADA
Espaço, em sentido vertical, destinado à escada.
CAIXA DE FOGO (ou câmara de combustão)
Seção da lareira que vai do piso até a garganta -é constituída do piso, paredes (verticais e inclinadas), boca e dente. É nela em que se acende o fogo que projeta calor para o ambiente e onde é produzida a fumaça que enche a câmara após atravessar a garganta, elevando-se pelo conduto da chaminé.
CAIXA DE GORDURA
Caixa para retenção de gorduras, instalada após o sifão, na canalização de esgoto da pia da cozinha.
CAIXA DE INSPEÇÃO
Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais, ou em determinados pontos ao longo de trechos intensos da mesma, que permite o acesso para limpeza e inspeção. O mesmo que poço de visita.
CAIXILHARIA
Designação do conjunto de caixilhos.
CAIXILHO
Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas.
CAL
Material indispensável ao preparo das argamassas, obtida a partir do aquecimento da pedra calcária a temperaturas próximas a 1.000ºC, processo que resulta no aparecimento do monóxido de cálcio e ganha o nome de cal virgem.
CALAFETAGEM
Obstrução de frestas, fendas ou buracos, com o fim de conseguir homogeneidade de um material de construção, de revestimentos, etc.
CALCETAR
Calçar com pedras.
CALÇO
Cunha para apertar, segurar, firmar ou levantar uma peça que assenta abaixo ou acima de outra.
CÁLCULO ESTRUTURAL
Cálculo que estabelece a dimensão e a capacidade de sustentação dos elementos básicos de uma estrutura.
CALEFAÇÃO
Aquecimento produzido por qualquer meio, em recintos fechados, para combater a ação do frio.
CALHA
Canaleta que conduz as águas pluviais -pode ser feito com diversos materiais, como zinco, cobre, plástico, ferro galvanizado, fibrocimento e até mesmo alvenaria (embutida).
CALORIA
Unidade de quantidade de calor definida como a quantidade de calor necessária para elevar de 1ºC uma grama de água entre 14,5 e 15,5ºC.
CÂMARA DE FUMAÇA (ou de fumo)
Parte da lareira que serve de transição entre a caixa de fogo e a chaminé, encerrando a fumaça errante que passa pela garganta e ainda não tem direção certa, sofrendo os efeitos da corrente de ar descendente para depois encaminhar-se pelo conduto até atingir o ponto culminante deste e espalhar-se pela atmosfera. Internamente, tem a forma de um funil invertido, e nela se encontram o registro (para regulagem da tiragem) e a estante de fumaça (para aspirar e reter o ar resultante da corrente descendente enquanto sobre a fumaça vinda da caixa de fogo, atravessando a garganta).
CAMBOTA
Molde de madeira usado na confecção dos arcos e que entra na composição dos simples. Também é a peça de madeira com meia volta com que se armam os tetos de estuque, nos vértices -ou outra, em arco, que assenta horizontalmente no alto dos nichos, nos altares sobre a qual (várias vezes repetida) pousa o sobrecéu.
CANAL DE IRRIGAÇÃO
Duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos.
CANALETA
Elemento de linha elétrica com dimensões insuficientes para a entrada de uma pessoa, mas que permite o acesso aos condutores e eletrodutos nele instalados em toda a sua extensão, durante e após a instalação, podendo ou não ser parte da edificação. Pode ser construído no solo, no piso ou sobre eles, aberto, ventilado ou fechado.
CANELADO
Qualquer objeto dotado de caneluras.
CANTARIA
Pedras lavradas e cortadas segundo as regras da estereotomia para serem aplicadas às diferentes partes do edifício, geralmente como constituição das paredes. Chama-se "falsa cantaria" à disposição de pedras que funcionam apenas como revestimento.
CANTEIRO DE OBRA
Local provisório da construção onde se armazenam os materiais (cimento, ferro, madeira etc) e se realizam os serviços auxiliares durante a obra (preparação da argamassa, dobragem de ferro etc).
CANTONEIRA
Peça em forma de L que arremata quinas ou ângulos de paredes. Também serve de apoio a pequenas prateleiras.
CAPA
Demão de tinta. Camada de betume aplicada sobre a pedra que impermeabiliza a superfície.
CAPITEL
Parte superior, em geral esculpida, da coluna, acima do fuste, em que se descansa a arquitrave -arremate superior dos balaústres. Alguns capitéis são simples, pouco ornamentados, a exemplo dos dóricos. Outros, como os jônicos, são arrematados com volutas. O capitel é formado por um ábaco, um óvalo e, na parte inferior, um astrágalo.
CARAMANCHÃO
Armação de madeira, como um pergolado, sustentada por pontaletes e coberta por vegetação.
CARGAS ACIDENTAIS
Todas as cargas que podem atuar sobre a estrutura de edificações em função do seu uso (pessoas, móveis, veículos e materiais diversos.
CARGAS PERMANENTES
Peso de todos os elementos construtivos fixos e instalações permanentes (revestimentos, pisos, enchimentos, concretos, paredes divisórias e outras).
CARPETE DE MADEIRA
Conjunto de pranchas de madeira ou laminado, em forma de tábuas, que são encaixadas e/ou coladas ao contrapiso.
CAULIM
Argila branca, rica em carbonato de cálcio, base de extração da cal.
CAVILHA
Peça de fixação que serve para manter juntas as peças de madeira, as estruturas de alvenaria etc. Tem formato cilíndrico-cônico, com uma cabeça numa das extremidades e uma abertura na outra, onde se encaixa a chaveta (um tipo de trava) que completa a junção.
CERÂMICA
Arte da fabricação de argila cozida.
CERCA VIVA
Sebe viva -arbustos plantados em linha para formar um elemento de vedação e fechamento.
CHALÉ
Do francês chalet. Casa de campo de madeira com telhados em duas águas, bem inclinadas, que avançam sobre a fachada.
CHAMINÉ
Tubo prismático, cilíndrico ou cônico, que comunica o local onde se faz o fogo na lareira com o exterior, servindo para dar tiragem ao ar com os produtos da combustão.
CHAPISCAR
Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera, facilitando a aderência do emboço (massa grossa).
CHAVE DE ABÓBODA
Pedra mais alta da abóboda, serve para travar a estrutura da abóboda.
CHUMBAR
Nas construções, emprega-se o termo para designar qualquer processo de fixação na alvenaria dos batentes de portas ou janelas, etc. Fixar, prender, ligar.
CIMALHA
Parte superior da cornija. Saliência ou arremate na parte mais alta da parede, onde assentam os beirais do telhado.
CIMEIRA
Viga ou trave colocada no ponto mais alto do telhado.
CIMENTO AMIANTO
Material composto de cimento Portland e fibras de amianto, com alta resistência à tração e à compressão, elevado poder isolante do calor e do som, alta resistência aos ácidos comuns, sendo imputrescível, incombustível e impermeável.
CINTA
Faixa, geralmente metálica, usada para envolver construções de alvenaria com a função de evitar possíveis desagregamentos. Cinta de amarração é o nome que se dá à sucessão de vigas situadas nas paredes perimetrais das construções visando tornar mais solidárias entre si as paredes concorrentes.
CINZEL
Ferramenta manual de corte a martelo usada para gravar o metal ou esculpir a pedra.
CISTERNA
Reservatório de água situado abaixo de nível do solo.
CLAPBOARD
Palavra inglesa -tipo de revestimento externo para paredes, feito de madeira sobrepostas, típico do colonial americano.
CLARABÓIA
Dispositivo envidraçado no teto da construção que permite a iluminação de cômodos situados no interior das construções e por isso impossibilitados de possuir janelas.
CLÁSSICO
Relativo à arte e cultura dos antigos povos gregos e romanos. Período marcado por construções de planta retangular, colunas e frontões. Essas formas, inicialmente presentes nos templos, passaram a se repetir nas casas, de madeira mais sóbria, e nas fachadas pouco ornamentadas. Adjetivo para tudo que se torna modelo ou padrão em arquitetura.
CLIMATIZADO
Diz-se do ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente.
CLOSET
Palavra inglesa -pequeno cômodo usado como quarto de vestir.
COBOGÓ
Chamado também de elemento vazado, é feito de concreto ou cerâmica e limita os ambientes sem impedir a entrada de ar. Foi inventado por três engenheiros-arquitetos brasileiros, na primeira metade do século, que o batizaram com a união de suas iniciais: Coimbra, Boeckmann e Góis.
CÓDIGO DE OBRAS
Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano.
COIFA
Equipamento feito de metal, que suga a fumaça dos fogões.
COLETOR DE ENERGIA SOLAR
Placa com células fotovoltaicas que capta a energia solar e a transforma em eletricidade ou energia térmica.
COLONIAL
Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. Assim, as influências portuguesas estão presentes já nas primeiras construções brasileiras e as espanholas marcam alguns países das Américas do Sul, Central e do Norte, como o México, enquanto os ingleses deixaram sua herança na América do Norte. Já elementos da arquitetura holandesa e francesa apareceram na América Central, sobretudo na região do Caribe.
COLONIAL AMERICANO
Colonizadores espanhóis, franceses, holandeses e ingleses marcaram a arquitetura americana. No sul do país, aparecem casas hispânicas, feitas e adobe e com pátios internos. Os holandeses deixaram como herança as construções de pedra e os telhados de ripas de madeira. A partir de 1700, o estilo georgiano introduz elementos renascentistas nas construções. Em seguida, o estilo Adam promove um refinamento das linhas clássicas, presente nos pórticos elaborados com colunas e lunetas. O Early Classical Revival (1770-1830) fecha o ciclo do colonial americano com uma revisita ao classicismo grego, trazendo cúpulas e frontões, sustentados por colunas dóricas e jônicas.
COLONIAL BRASILEIRO
Estilo que começa a formar-se com as casas dos bandeirantes: uma só cobertura, sustentada por pilares e aberta nos lados. A partir do século XVII, em Minas Gerais, a arquitetura ganha requintes: telhados de quatro águas, janelas e portas simétricas, varandas circundando as áreas sociais. As casas são fechadas para o exterior, e sua planta interna é ampliada com saguão, quarto de hóspedes e salão de visitas. Surgem os ornamentos talhados em pedra. Esses elementos foram adaptados às diversas regiões do país.
COLUNA
Elemento estrutural de sustentação, vertical. Ao longo da história da arquitetura, assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. Pode ser de pedra, alvenaria, madeira ou metal, e consta de três partes: base, fuste e capitel. Esses elementos aparecem inicialmente nas colunas dóricas e jônicas dos templos gregos. A partir da visão funcionalista do arquiteto franco-suiço Le Corbusier, ainda na primeira metade deste século, as colunas passaram a ser chamadas de pilotis e ganharam formas limpas. Dentro dessa linha, o arquiteto Oscar Niemeyer projetou o conjunto da Pampulha, em Minas Gerais, e a maioria dos prédios públicos de Brasília. Seus pilotis, de forte pureza formal, com funções quase exclusivas de sustentação, são um marco na arquitetura moderna.
COLUNATA
Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica.
COMPACTAÇÃO
Obra que consiste na redução do volume de vazios de um maciço de solo granuloso, por apiloamento, cilindramento, rolamento ou outros processo, em camadas, para dar ao mesmo maior solidez, maior resistência e menor permeabilidade.
COMPENSADO
Termo empregado vulgarmente com referência à madeira compensada ou contraplacado.
COMUTADOR
Peça que tem por função mudar a direção da corrente elétrica -na linguagem comum é sinônimo de interruptor de luz.
CÔNCAVO
Que tem superfície ao mesmo tempo cavada e esférica.
CONCRETO
Mistura de água, cimento, areia e pedra britada, em proporções pré-fixadas, que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. Concreto aparente é aquele que não recebe revestimentos. Na massa do concreto armado, dispõem-se armaduras de metal para aumentar sua resistência. O concreto ciclópico tem pedras aparentes e de formas irregulares.
CONCRETO CELULAR AUTOCLAVADO
Produto constituído de cal, cimento, areia e pó de alumínio (um agente expansor que funciona como fermento, fazendo a argamassa crescer e ficar cheia de células de ar, tornando-a leve), além de água. Cortada em blocos ou painéis, que vão para uma autoclave para cura, a argamassa dá origem ao silicato de cálcio, composto com alta resistência à compressão e ao fogo e de ótimo desempenho termoacústico. Os blocos são utilizados para vedação de vãos e enchimento de lajes nervuradas, e os painéis armados para paredes ou lajes. Também são encontrados blocos-canaletas para vergas e contra-vergas. Por ser leve, o produto é indicado principalmente para estruturas que não devem sofrer sobrecargas.
CONDUÍTE
Estrangeirismo, designando tubo de metal galvanizado ou de plástico, flexível, que conduz fiação elétrica.
CONDUTO
Tubo metálico rígido de uso nas instalações elétricas para as passagens dos fios condutores da energia elétrica, temperado especialmente para permitir curvas com facilidade. O mesmo que duto.
CONDUTOR
Elemento da construção que recolhe as águas da chuva nos telhados.
CONSOLO
Elemento em balanço na parede para servir de apoio às estátuas, vasos ou mesmo balcões ou sacadas. é duplo.
CONTRAMARCO
Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho.
CONTRAMURO
Muro construído face a face a outro já existente, com o objetivo de reforçá-lo.
CONTRAPISO
Camada composta de cimento e areia, com cerca de 3 centímetros de espessura, que nivela o piso antes da aplicação do revestimento.
CONTRAPLACADO
Chapa composta de madeira, produzida pela sobreposição de várias folhas delgadas, com as fibras cruzadas -além de manter a elasticidade e a leveza da madeira, adquire maior resistência, homogeneidade e indeformabilidade.
CONTRAVENTAMENTO
Estrutura auxiliar organizada para resistir a solicitações extemporâneas que podem surgir nos edifícios. Sua principal função é aumentar a rigidez da construção, permitindo-a resistir à força dos ventos.
CONTRAVERGA
Viga de concreto usado sob a janela para evitar a fissuração da parede.
CONVEXO
Curvo ou arredondado para a parte externa, bojudo.
CORDÃO
Pequena moldura redonda ou curva numa das arestas, pouco saliente, uniforme ou em forma de cordel, de fita ou de séries de pérolas, usada para arremates, tais como na junção do rodapé com os pisos de madeira, nos forros de madeira, nas esquadrias, etc.
CORÍNTIO
Relativo a ordem coríntia, a terceira ordem que constitui o estilo grego. É o estilo mais rebuscado. De invenção ateniense possui o capitel recoberto por folhas de acanto.
CORNIJA
Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura.
CORTE (ou desmonte)
Obra que retira terra para a formação de plataformas horizontais que receberão a edificação. Sempre que possível, é interessante utilizar essa terra para o aterro vizinho, evitando-se o custo de transporte.
COTA
Originariamente significa a diferença de nível entre qualquer ponto e outro que se toma como origem. Na linguagem arquitetônica, além desse uso, também é aplicado aos projetos, tanto em plantas como nos cortes, referindo-se às medidas necessárias para a sua compreensão e suficientes para os trabalhos complementares.
CRUZETA
Ornato em forma de cruz. Ferragem que reforça os encaixes de madeira dos telhados, em especial na transferência da carga do telhado para as colunas.
CUMEEIRA
Também chamada de linha de cume, é a parte mais alta do telhado, onde as superfícies (ou águas) se encontram.
CUNHA
Peça metálica ou de madeira que possui uma das seções de forma triangular, com inúmeras aplicações como fixar pontaletes, fender pedras, separar elementos justapostos e levantar objetos. Nome de cada um dos elementos que compõem os arcos ou abóbadas. O mesmo que aduela.
CÚPULA
Parte superior interna e externa de algumas construções. Uma curiosidade das cúpulas é o aparecimento do óculo, abertura no seu ponto mais alto que permite a entrada de luz e que, muitas vezes, conta com uma pequena edícula, chamada lanterna ou lanternim. Outra curiosidade é que, normalmente, as cúpulas são duplas, ou seja, é feita uma cúpula interna, oca, e outra externa, encarregada da proteção da construção. Abóbada de revolução, formada por um arco que gira em torno de um eixo.
CURAR
Secar madeiras, cimentos etc.
CÚSPIDE
A ponta alongada, o cume de um edifício.