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Glossário de Obra

Significado dos termos mais comuns de reforma e construção

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A JUSANTE
Para o lado em direção ao qual correm as águas.
A MONTANTE
Para o lado de onde correm as águas.
A PRUMO
Na direção vertical.
ABACO
Parte superior do capitel, onde se apoia a arquitrave.
ABERTURA
Termo genérico que resume todo e qualquer rasgo na construção, seja para dar lugar a portas e janelas, seja para criar frestas e vãos.
ABERTURA DE MALHA
Valor, expresso em milímetros ou em polegadas, que indica a distância entre dois fios consecutivos em uma tela de arame.
ABÓBADA
Cobertura encurvada. Todo teto côncavo pode ser chamado de abóbada. Do ponto de vista geométrico, a abóbada tem origem num arco que se desloca e gira sobre o próprio eixo, cobrindo toda a superfície do teto. As abóbadas variam de acordo com a forma do arco de origem. Por exemplo: a abóbada ogival, também chamada de gótica, cujo arco tem forma de ogiva, é uma marca da arquitetura árabe - a abóbada aviajada tem origem em um arco cujas extremidades estão em desnível.
ABRAÇADEIRA
Peça metálica que, normalmente, segura as vigas ou tesouras do madeiramento. Também fixa peças, como tubos, em paredes.
ABRASÃO
Desgaste causado nas superfícies sólidas pela fricção com pessoas ou objetos.
ABRASIVO
Diz-se do material duro capaz de provocar abrasão em outros materiais mais moles.
ABRIGO
Lugar onde o homem pode se proteger de intempéries. No uso corrente, indica locais como garagem, também chamada de abrigo de carro.
ABSORÇÃO
Capacidade de um corpo de atrair e reter, em sua massa, moléculas ou partículas de outro.
ABSORÇÃO ACÚSTICA
Capacidade de certos materiais sólidos de reterem e transformarem, de forma sensível, a energia do som que neles incide.
ACABAMENTO
Arremate final da estrutura e dos ambientes da casa, feito com os diversos revestimentos de pisos, paredes e telhados.
ACETINADO
Todo material tratado para ser textura semelhante ao cetim.
ACLIVE
Inclinação forte de terreno, em forma de ladeira íngreme, onde o terreno sobe em relação à rua.
AÇO
Composto de ferro e de carbono suscetível de adquirir, através da têmpera (resfriamento súbito depois de ter atingido alta temperatura), um elevado grau de dureza e tenacidade. A nomenclatura "CA" indica, em kgf/mm², o limite de escoamento do material.
AÇO CARBONO
Aço composto essencialmente de ferro e carbono, resultando num material leve e de grande resistência - outros elementos eventualmente existentes são tolerados como impurezas. Seu uso depende do teor de carbono.
AÇO DOCE
Aço de baixo teor de carbono (entre 0,15 a 0,30%), suscetível de grandes deformações sem ruptura.
AÇO FORJADO
Aço submetido, mediante temperaturas elevadas, a uma deformação plástica que lhe confere sensível melhoria em sua resistência mecânica.
AÇO INOXIDÁVEL
Aço resistente à oxidação, tanto a frio como a temperaturas mais ou menos elevadas, e resistente também à corrosão pelos ácidos, bases e outros agentes químicos. Segundo a composição química, pode ser classificado em duas categorias: aço-cromo e aço cromo-níquel.
ACRE
Medida agrária inglesa e americana equivalente a 40,4687 ares, ou 4.046,87m².
ACÚSTICA ARQUITETÔNICA
Parte da física das construções que trata do projeto e construção de recintos com certas características, como ausência de eco e de reverberação, de modo a permitir a audição distinta dos sons produzidos ou propagados e a assegurar a isolação dos mesmos em relação aos ruídos externos.
ADEGA
Também conhecida como cava. Lugar especial da casa, geralmente no subsolo, onde se guardam vinhos e azeites. A adega precisa ter condições climáticas controladas, para melhor conservação do vinho.
ADOBE
Paralelepípedo de barro cru de grandes dimensões, seco à sombra e, depois, ao sol, que difere do tijolo por não ser cozido ao forno. É composto de argila e areia em pequena quantidade -ao barro é misturado estrume, fibra vegetal ou ainda crina de animais, com o objetivo de obter-se maior consistência nos blocos, que podem ser argamassados com barro e devem ser revestidos com massa de cal e areia.
ADUÇÃO
Parte do abastecimento de água que compreende o transporte da mesma desde o local de captação até o de consumo.
ADUELA
Antigamente, aduela era o nome que se dava à superfície, tanto interna como externa, da abóbada (a interna nada mais seria do que o intradorso). Depois a designação estendeu-se aos elementos constitutivos do arco da abóbada. É o nome que se dá, então, às pedras ou tijolos em forma de cunha que entram na composição de superfícies curvas de proteção. É, também, a face interior da ombreira, voltada para o vão da porta ou janela.
AERAÇÃO
Ato ou efeito de expor uma substância à ação do ar. Ventilação.
AFASTAMENTO
Distâncias entre as projeções horizontais dos perímetros externos das edificações e as divisas entre lotes, medidas perpendicularmente às divisas. Distâncias entre edificações de um mesmo lote ou gleba. Distância entre edificações e vias particulares de circulação.
AFLORAMENTO
Emergência de rocha do interior da crosta à superfície do terreno.
AFRESCO
Pintura feita sobre superfície de reboco, à base de cal úmido, em que a evaporação lenta da água e a absorção pela cal do carbono do ar formam, sobre a pintura, fina película cristalina e lisa que une as cores com o fundo.
AGLOMERADO
Painel feito com partículas de pinus, aglutinadas com adesivo sintético, com pouca durabilidade e baixa resistência à umidade. Todo agregado natural de matérias minerais diversas.
AGLOMERANTE
Substância que, misturada a um agregado, com eventual adição de água, faz a ligação das partículas inertes por ação física ou por reação química, com ou sem a colaboração de calor e pressão.
AGREGADO
Material inerte (areia, saibro, seixo, pedregulho etc.), proveniente de rochas naturais ou artificiais, empregado na sua forma natural ou fragmentado e que entra na preparação de concretos e outros conglomerados.
AGRIMENSOR
Topógrafo, profissional que estuda os níveis e as características do terreno.
AGRIMENSURA
Medição da superfície do terreno.
ÁGUA FURTADA
Vão entre as tesouras do telhado. Ângulo do telhado por onde correm as águas pluviais.
ALAMBRADO
Cerca feita com fios de arame que delimita um terreno.
ALÇAPÃO
Portinhola no piso ou no forro que dá acesso a porões ou sótãos.
ALÇAR
Levantar a parede, construir.
ALCOVA
Quarto pequeno de dormir, sem aberturas para o exterior, que faz comunicação com ante-salas.
ALICERCE
Maciço de alvenaria enterrado que recebe a carga das paredes da construção. Antiga regra prática estabelece que o alicerce eqüivale à sexta parte da altura da parede sustentada, com largura igual ao dobro da espessura dessas paredes.
ALINHAMENTO
Operação ou efeito de posicionar sobre uma linha reta ou subordinar à mesma pontos do terreno ou partes de uma construção. Linha que delimita o lote urbano em relação à via pública ou qualquer espaço.
ALIZAR
Nome dado aos revestimentos das paredes, ombreiras e folhas de janelas. Guarnição de madeira da parte interna das portas e janelas. Régua fixa na parede, para proteção, na altura do encosto das cadeiras.
ALMA
Parte correspondente à altura dos perfis metálicos.
ALMOFADA
Toda e qualquer superfície de pequena extensão circundada ou fechada por filetes, molduras ou reentrâncias, ficando com saliência superposta à superfície, de função decorativa, bastante comum em portas.
ALPENDRE
Cobertura suspensa por si só ou apoiada em colunas sobre portas e vãos. Geralmente, fica localizada na entrada da casa. Aos alpendres maiores dá-se o nome de varanda.
ALPINO
Tipo de construção com elementos comuns às casas das regiões dos Alpes, especialmente da Suíça e do norte da Itália.
ALQUEIRE
Unidade de medida agrária, cujo valor varia conforme a região do país -corresponde a 24.200m² em São Paulo e Paraná, a 27.225m² em alguns Estados do Norte e a 48.400m² em Minas Gerais, Rio de Janeiro, Goiás e Mato Grosso.
ALTIMETRIA
Ciência que ensina a medir as alturas acessíveis e as inacessíveis do terreno.
ALVARÁ DE CONSTRUÇÃO
Documento emitido pela prefeitura do município onde a construção está localizada, e que autoriza a execução da obra.
ALVENARIA
Conjunto de pedras, tijolos ou blocos, com ou sem argamassa, que forma paredes, muros e alicerces. Quando esse conjunto sustenta a casa, ele é chamado de alvenaria estrutural -quando sua função é somente dividis os ambientes, é chamada de alvenaria de vedação.
AMARRAÇÃO
Disposição dos materiais de construção de modo a formarem um todo único e estável. O termo é aplicado principalmente para tijolos em paredes, para os quais existem diversas maneiras de amarração.
AMIANTO
Silicato de magnésio hidratado, de ferro ou de cálcio (dependendo da jazida), composto de filamentos delicados, flexíveis e incombustíveis. É usado na construção de refratários, como churrasqueiras, e na composição do fibrocimento de algumas caixas d'água. É a única fibra têxtil mineral da natureza.
AMPÈRE (A)
Unidade prática de medida da intensidade da corrente elétrica. O ampère-hora é a quantidade de eletricidade fornecida por uma corrente de 1 ampère durante uma hora.
ANCORAGEM
Nos vigamentos dos sobrados ou nas tesouras, ferragem que se chumba na alvenaria e livra um braço para nele ser atracada a cabeça da viga ou da tesoura, com o objetivo de amarrá-la à estrutura da construção. Ação ou efeito de prender melhor os terminais dos ferros da armadura de tração ou dar-lhes maior firmeza contra o deslizamento.
ANDAIME
Plataforma usada para alcançar pavimentos superiores das construções, comumente utilizada durante obras de construção e manutenção.
ANODIZAÇÃO
Processo mediante o qual se recobre o alumínio ou o magnésio com uma camada do respectivo óxido, por eletrólise, resultando aparência fosca.
ANTEPROJETO
Conjunto de estudos preliminares compreendido por peças gráficas e escritas, feitas de forma resumida, pouco detalhadas e sem grande precisão, referentes a uma obra de arquitetura ou engenharia, destinadas a permitir uma primeira visualização e entendimento prévio.
APARELHAR
Nos painéis de madeira, dar as primeiras demãos de cola ou outros produtos, seguidas de lixamento, para que a superfície fique lisa e tapada. Começar a desbastar a madeira. Aplainar mecanicamente as faces principais de peças de madeira.
APICOAR
Desbastar uma superfície lisa até que ela fique com uma textura rugosa, antiderrapante.
APILOAR
Socar a terra frouxa, em sucessivas camadas, tornando o solo mais compacto e resistente.
APLIQUE
Ornamento, enfeite fixado em paredes ou muros.
APRUMAR
Acertar a verticalidade de paredes e colunas por meio do prumo.
AQUECEDOR DE ACUMULAÇÃO
Equipamento em que a água aquecida fica armazenada em boilers instalados no forro ou dentro de falsos armários.
AQUECEDOR DE PASSAGEM
Equipamento em que a água é aquecida gradualmente, à medida em que passa pelo aparelho.
AQUECIMENTO CENTRAL
Sistema provido de resistências elétricas ou de serpentinas (se o aquecimento for a gás) que centraliza o aquecimento da água de todas as torneiras de uma casa.
AR CONDICIONADO
Ar submetido a um controle de temperatura, umidade, movimento e qualidade para que constitua a atmosfera de um espaço definido.
ARABESCO
Qualquer ornato de inspiração árabe. Em sua origem, os arabescos eram ornamentos exclusivamente geométricos, já que o Alcorão (livro sagrado dos muçulmanos) proibia a representação de animais ou figuras humanas.
ARAME
O material bronze, e, por extensão, o artefato feito de bronze. Fio de qualquer metal obtido por trefilação ou estiramento.
ARAME FARPADO
Arame para cerca composto de um cabo de dois fios trançados, ao longo do qual, de espaço a espaço, enrodilha-se um pequeno laço de um ou dois fios, com as pontas aguçadas formando farpas.
ARAME GALVANIZADO
Arame de aço carbono, de bitolas variadas, cuja superfície é revestida de uma camada de zinco ou estanho, o que o torna resistente à ferrugem.
ARAME RECOZIDO
Arame submetido a tratamento térmico de recozimento, tornando-se flexível e macio.
ARANDELA
Todo e qualquer aparelho de iluminação apoiado na parede.
ARCADA
Sucessão de arcos.
ARCO
Semicircunferência que cobre um vão. Nome dado à construção que dá origem às abóbadas.
ARDÓSIA
Pedra azulada ou esverdeada, macia e de corte fácil. Pode ser usada em revestimentos internos ou externos, ao natural ou impermeabilizada com resina acrílica. Risca com facilidade.
ÁREA DE PRESERVAÇÃO PERMANENTE
Faixa "non aedificandi" ao longo de lagos, rios, cursos d'água, nascentes e matas, que varia de 30m a 50m, e que visa preservar a integridade destes elementos.
AREIA FINA
Areia cujo diâmetro máximo está compreendido entre 0,25 e 1mm.
AREIA GROSSA
Areia cujo diâmetro máximo está compreendido entre 2,5 e 5mm.
AREIA MÉDIA
Areia cujo diâmetro máximo está compreendido entre 1e 2,5mm.
ARENITO
Nome genérico de pedras compostas de pequenos grãos de quartzo e feldspatos.
ARGAMASSA
Mistura de materiais inertes (areia) com materiais aglomerantes (cimento e ou cal) e água, usada para unir ou revestir pedras, tijolos ou blocos, que forma conjuntos de alvenaria. A argamassa magra ou mole é a mistura com menor quantidade de aglomerante (cal e ou cimento), responsável pela aglutinação -já a argamassa gorda tem o aglomerante em abundância.
ARGILA
Material natural térreo, de granulação fina, que se torna plástico quando misturado com água, e endurece depois de cozido ou seco ao ar. O mesmo que barro.
ARGILA EXPANDIDA
Partículas arredondadas de argilas submetidas a alta temperatura e com massa unitária menor que o agregado obtido natural ou artificialmente de rocha.
ARMADURA
Conjunto das barras de aço ou cabos pré-tensionados que integram o concreto armado. Estrutura principal de um telhado, formada por um conjunto de tesouras, arcos ou vigas-mestras que sustentam a estrutura secundária do mesmo.
ARQUÉTIPO
Exemplar que serve de modelo.
ARQUITETO
Na definição da União Internacional de Arquitetos, é "aquele que, sendo mestre na arte de construir, ordena o espaço, cria e anima os lugares destinados ao homem, a fim de assegurar-lhe melhores condições de vida. Ele possui a arte da composição, o conhecimento dos materiais e suas técnicas e a experiência na execução das obras".
ARQUITRAVE
Viga ou verga principal que se apoia, em suas extremidades, em colunas ou pilares. Caracteriza o sistema arquitravado de envasaduras, cujas vergas são planas e horizontais. É a primeira parte do entablamento, ficando entre os capitéis das colunas e o friso. O termo também se aplica, de, modo genérico, a qualquer moldura decorativa que guarnece uma porta ou janela, cujo perfil pode ser igual, ou não, ao de uma arquitrave.
ARQUIVOLTA
Moldura que acompanha o desenvolvimento de um arco.
ARRANQUE
O início da formação da curvatura de um arco ou abóbada sobre a imposta. O mesmo que nascença.
ARREMATAR
Finalizar um serviço na fase de acabamento da obra.
ARRIMAR
Fazer obra que suporte esforços previstos nas construções. Apoiar, encostar, escorar.
ART DÉCO
Movimento que atingiu seu apogeu entre os anos 20 e 40. Surge em oposição aos excessos do art nouveau e marca a arquitetura com linhas geométricas e tons pastel. O movimento concilia a produção industrial e as artes, influenciando os primeiros trabalhos do arquiteto franco-suiço Le Corbusier, que tornou ainda mais despojadas as formas desse estilo, criando as bases da arquitetura funcional ou moderna. Os projetos enfatizam vãos e grandes espaços envidraçados. As colunas, antes ornamentadas, agora assumem função estrutural e passam a ser denominadas pilotis.
ART NOUVEAU
A "arte nova" se refere ao estilo arquitetônico e de arte decorativa que marcou o final do século XIX e o começo do século XX. Muitos de seus elementos retomam o rococó e o gótico. Assim, os edifícios mostram ornatos como ninfas com flores nos cabelos. Na Europa, misturou-se a elementos regionais, ganhando diversas versões. A primeira construção art nouveau foi projetada pelo arquiteto belga Victor Horta, em 1892, em Bruxelas, Bélgica. Mais tarde, o metrô de Paris recebeu portões projetados por Hector Guimard, que traziam formas sinuosas. Antonio Gaudí, um dos mais brilhantes arquitetos espanhóis, foi buscar inspiração nas tradições medievais de seu país para erguer obras dentro do novo estilo. Em Barcelona, ele projetou a Sagrada Família, catedral que começou a ser construída em 1883 (e ainda não concluída), com torres góticas e adornos barrocos. O estilo começou a perder sua força pouco antes da I Guerra Mundial.
ASA
Cada uma das duas folhas de uma dobradiça. O lado ou flanco de uma construção.
ASNA
Armação de madeira que sustenta o telhado. O mesmo que tesoura.
ASPERGIR
Espalhar água ou outro líquido em forma de nuvem de gotas miúdas., molhando suavemente o solo.
ASSENTAR
Colocar e ajustar, nos devidos lugares, elementos da construção.
ASSOALHO
Piso de madeira de tábuas corridas.
ASSOBRADADA
Construção com mais de um pavimento.
ATELIÊ
Lugar de trabalho do artista.
ATERRO
Corresponde à elevação do nível do terreno, formando também plataformas horizontais, com o aproveitamento, quando possível, da terra proveniente do corte.
ÁTICO
Andar situado acima do último pavimento de um edifício e integrado à composição arquitetônica, utilizado para acomodar tubulações e demais equipamentos de serviço.
AUTOCAD
Marca de software cuja função é facilitar a confecção de plantas e croquis, oferecendo ferramentas essenciais para realizar projetos em computador.
AUTOPORTANTE
Elemento que tem rigidez mecânica suficiente para sustentar a si mesmo com apoio em uma só extremidade.
AZULEJO
Placa de cerâmica polida e vidrada, de diversas cores, formatos e desenhos, utilizada para revestimento de paredes. Sua origem remonta aos povos babilônicos. Com os árabes, os azulejos ganharam maior difusão, marcando fortemente a arquitetura moura na Península Ibérica. Originalmente, apresentavam relevos, característica que sobrevive até hoje.
BAGUETE
Moldura simples convexa, de desenvolvimento reto ou cilíndrico, de seção reduzida, cujo perfil, em geral, é de um arco de círculo convexo de 180 e mais graus. Cordão de perfil variado e seção reduzida, de madeira, plástico ou metal, usado em aplicações ornamentais, arremates, fixação de vidros etc.
BALANÇO
Parte de uma construção que avança sobre outra, projetando-se no espaço sem o apoio de colunas.
BALAÚSTRE
Pequena coluna ou pilar que, alinhada lado a lado, sustenta corrimãos e guarda-corpos. Tem origem no latim balaustium, nome da flor de romã, cuja forma inspirou os primeiros balaústres.
BALCÃO
Elemento em balanço, na altura de pisos elevados, disposto diante de portas e janelas. É protegido com grades ou peitoril.
BALDRAME
Designação genérica aplicada aos alicerces de alvenaria em geral ou ao conjunto de vigas de concreto armado que correm as fundações de qualquer tipo. Também chama-se baldrame a peça de madeira deitada ao longo dos alicerces de alvenaria e que recebe o vigamento dos assoalhos.
BALIZADOR
Pequena haste cilíndrica, com uma ou mais lâmpadas, usada em iluminação de jardins.
BANDEIRA
Caixilho fixo ou móvel, situado na parte superior de portas e janelas. Pode ser fixo ou móvel, favorecendo a iluminação e a ventilação dos ambientes.
BANDEJA
Suporte de cabos elétricos constituído por uma base contínua com rebordos e cobertura -pode ser ou não perfurada.
BANGALÔ
Do inglês bungalow, designa as casas de campo, térreas e com grandes varandas cobertas, construídas na Índia. No Brasil, o bangalô se distingue por ser uma pequena casa alpendrada, erguida no campo ou nos arredores das cidades.
BARRA IMPERMEÁVEL
Faixas impermeabilizadas das paredes, com altura variável, de certos locais da construção, assim executadas por determinação dos Códigos de Obras para que possam ser periodicamente lavadas com água.
BARRADO
Lambris ou outro revestimento colocado nas partes inferiores das paredes.
BARRILETE
Nas instalações hidráulicas prediais, a canalização principal em nível que se instala abaixo do reservatório elevado para dele distribuir a água às diversas colunas em prumada.
BARROCO
Estilo marcado pelo excesso de detalhes e de rebuscamentos. Historicamente, foi uma reação à austeridade do período artístico anterior, o clássico. Na arquitetura, introduziu novas concepções de espaço, de tempo e, principalmente, de movimento. Assim, as construções exibem um vasto número de ornatos, apliques e pingentes que parecem flutuar em fachadas e paredes. Trazidos pelos portugueses, o barroco ganhou diferentes feições no Brasil. Enquanto as construções da Bahia copiaram o modelo europeu, as obras de Minas Gerais do século XVIII apresentaram soluções formais simplificadas, inéditas, originais.
BARROTE
Pequena peça de madeira, chumbada com massa no contrapiso, que permite fixar o piso de tábua. Geralmente tem de 3 a 5 centímetros de comprimento e de 2,5 a 3,5 centímetros de altura.
BASALTO
Rocha muito dura, de grão fino e cor escura, usada na pavimentação de estradas e na construção.
BÁSCULA
Peça metálica que, por atuação manual, comanda o movimento das vidraças nas janelas basculantes e pivotantes.
BASCULANTE
Sistema empregado em portas e janelas, onde as peças giram em torno de um eixo até atingir a posição perpendicular em relação ao batente ou à esquadria, abrindo vãos para ventilação.
BATE-ESTACA
Equipamento usado para cravar a estaca no solo.
BATENTE
Rebaixo onde a porta ou a janela se encaixa ao fechar. A folha que fecha primeiro, na porta ou janela.
BAY WINDOW
Tipo de janela que se projeta para fora do edifício, protegida por vidros e geralmente instalada no térreo.
BEIRAL
Prolongamento do telhado para além das paredes externas, protegendo-as da ação das chuvas e do sol. As telhas dos beirais podem ser sustentadas por mãos francesas.
BICA CORRIDA
Pedra britada. Fragmentos de pedra usados na concretagem.
BISEL
Corte feito na extremidade de uma peça de madeira que determina, no topo da mesma, um plano inclinado em relação ao eixo longitudinal.
BISOTÊ
Galicismo empregado para designar as peças planas cujos bordos são chanfrados de modo que as seções mostram as extremidades em forma de bisel, deixando o contorno da peça mais rebaixado do que o restante da superfície.
BITOLA
Medida ou molde pelo qual deve ser feita uma obra ou um pormenor. Modelo.
BLOCO
Termo que designa edifícios que constituem uma só massa construída. Elemento de construção de medidas padronizadas que, repetido inúmeras vezes em camadas (fiadas), forma as paredes da mesma. Pode ter função estrutural, de vedação ou decorativa e pode ser de diversos materiais, como de concreto, sílico-calcáreos, cerâmicos ou mesmo de vidro. Este último ainda tem a função de ajudar a iluminar os ambientes. Podem ser blocos vazados e, dessa forma, permitir a ventilação natural permanente dos ambientes internos.
BOILER
Compartimento em que a água de um sistema de aquecimento central é represada e mantida em determinada temperatura.
BOLEADO
Superfície torneada, arredondada. Acabamento abaulado no contorno da superfície de madeira, pedra, plástico ou metal.
BOLSA
Extremidade de diâmetro maior nos tubos ou manilhas, que serve de encaixe da extremidade de outro tubo, nas linhas de tubulação.
BOMBA
Máquina que aspira um fluido ou material sólido pulverizado por meio de uma boca de aspiração e o expulsa por meio de outra boca, de impulsão, permitindo o transporte do lugar onde se acha até outro, onde deve ser despejado.
BONECA
Saliência de alvenaria onde é fixado o marco ou grade de portas e de janelas. O mesmo que espaleta.
BOTARÉU
Pilastra reforçada, construída por fora das paredes externas, para absorver o empuxo da cobertura do edifício.
BRAÇA
Unidade de comprimento que, no sistema inglês, eqüivale a 1,80m.
BRISE
Do francês brise-soleil -quebra-sol composto de peças de madeira, concreto, plástico ou metal, instalado vertical ou horizontalmente diante de fachadas para atenuar ou mesmo impedir a ação do sol sem perder a ventilação.
BRITA
Pedra quebrada mecanicamente em fragmentos de variados diâmetros, usada na fabricação de concretos, no lastro de rodovias e outras obras. Dependendo de seu diâmetro máximo, é classificada de 0 (zero) a 4, da menor para a maior.
BROCA
Estaca usada em fundações de casas simples, assentada sobre terrenos que suportam pouco peso. O solo é perfurado manualmente com a ajuda de um instrumento chamado trado. A escavação atinge no máximo 4 metros de profundidade, que serão preenchidos com concreto. Sobre as estacas ficam os blocos de apoio feitos de concreto. Também designa um tipo de larva que corrói a madeiras.
BROXA
Pincel grande usado pelos pintores na caiação das paredes.
BTU
Abreviatura da expressão inglesa British Thermal Unit (unidade térmica inglesa), é a unidade definida como a quantidade de calor necessária para aquecer uma libra de água de 1º Fahrenheit em ou próximo de seu ponto de máxima densidade, ou seja, 39,1ºF. Eqüivale a 0,252kcal (quilocalorias).
BUZINOTE
Pequena gárgula instalada junto ao piso de terraços e sacadas por onde são despejadas as águas pluviais aí captadas.
CABOCHÃO
Peça em forma de losango que dá acabamento a pisos feitos com pedras, cerâmicas ou azulejos.
CACHORRO
Peça de pedra, madeira ou concreto que sustenta beirais, sacadas ou balcões.
CAIAR
Pintar com cal diluída em água.
CAIBRO
Peça de madeira, geralmente de seção próxima ao quadrado, que, junto com outras, sustenta as ripas dos telhados ou as tábuas dos assoalhos. Nos telhados, apoia-se nas cumeeiras, nas terças e nos frechais -nos assoalhos, apoia-se nos barrotes.
CAIMENTO
Termo empregado para designar a queda das águas dos telhados -é expresso em graus ou porcentagem.
CAIXA D'ÁGUA
Depósito de água confeccionado em materiais como concreto armado, fibrocimento, aço ou plástico.
CAIXA DE ESCADA
Espaço, em sentido vertical, destinado à escada.
CAIXA DE FOGO (ou câmara de combustão)
Seção da lareira que vai do piso até a garganta -é constituída do piso, paredes (verticais e inclinadas), boca e dente. É nela em que se acende o fogo que projeta calor para o ambiente e onde é produzida a fumaça que enche a câmara após atravessar a garganta, elevando-se pelo conduto da chaminé.
CAIXA DE GORDURA
Caixa para retenção de gorduras, instalada após o sifão, na canalização de esgoto da pia da cozinha.
CAIXA DE INSPEÇÃO
Caixa enterrada nos pontos de mudança de direção de uma canalização de esgotos ou águas pluviais, ou em determinados pontos ao longo de trechos intensos da mesma, que permite o acesso para limpeza e inspeção. O mesmo que poço de visita.
CAIXILHARIA
Designação do conjunto de caixilhos.
CAIXILHO
Parte da esquadria que sustenta e guarnece os vidros de portas e janelas.
CAL
Material indispensável ao preparo das argamassas, obtida a partir do aquecimento da pedra calcária a temperaturas próximas a 1.000ºC, processo que resulta no aparecimento do monóxido de cálcio e ganha o nome de cal virgem.
CALAFETAGEM
Obstrução de frestas, fendas ou buracos, com o fim de conseguir homogeneidade de um material de construção, de revestimentos, etc.
CALCETAR
Calçar com pedras.
CALÇO
Cunha para apertar, segurar, firmar ou levantar uma peça que assenta abaixo ou acima de outra.
CÁLCULO ESTRUTURAL
Cálculo que estabelece a dimensão e a capacidade de sustentação dos elementos básicos de uma estrutura.
CALEFAÇÃO
Aquecimento produzido por qualquer meio, em recintos fechados, para combater a ação do frio.
CALHA
Canaleta que conduz as águas pluviais -pode ser feito com diversos materiais, como zinco, cobre, plástico, ferro galvanizado, fibrocimento e até mesmo alvenaria (embutida).
CALORIA
Unidade de quantidade de calor definida como a quantidade de calor necessária para elevar de 1ºC uma grama de água entre 14,5 e 15,5ºC.
CÂMARA DE FUMAÇA (ou de fumo)
Parte da lareira que serve de transição entre a caixa de fogo e a chaminé, encerrando a fumaça errante que passa pela garganta e ainda não tem direção certa, sofrendo os efeitos da corrente de ar descendente para depois encaminhar-se pelo conduto até atingir o ponto culminante deste e espalhar-se pela atmosfera. Internamente, tem a forma de um funil invertido, e nela se encontram o registro (para regulagem da tiragem) e a estante de fumaça (para aspirar e reter o ar resultante da corrente descendente enquanto sobre a fumaça vinda da caixa de fogo, atravessando a garganta).
CAMBOTA
Molde de madeira usado na confecção dos arcos e que entra na composição dos simples. Também é a peça de madeira com meia volta com que se armam os tetos de estuque, nos vértices -ou outra, em arco, que assenta horizontalmente no alto dos nichos, nos altares sobre a qual (várias vezes repetida) pousa o sobrecéu.
CANAL DE IRRIGAÇÃO
Duto ou vala que conduz a água com a finalidade de umedecer os solos.
CANALETA
Elemento de linha elétrica com dimensões insuficientes para a entrada de uma pessoa, mas que permite o acesso aos condutores e eletrodutos nele instalados em toda a sua extensão, durante e após a instalação, podendo ou não ser parte da edificação. Pode ser construído no solo, no piso ou sobre eles, aberto, ventilado ou fechado.
CANELADO
Qualquer objeto dotado de caneluras.
CANTARIA
Pedras lavradas e cortadas segundo as regras da estereotomia para serem aplicadas às diferentes partes do edifício, geralmente como constituição das paredes. Chama-se "falsa cantaria" à disposição de pedras que funcionam apenas como revestimento.
CANTEIRO DE OBRA
Local provisório da construção onde se armazenam os materiais (cimento, ferro, madeira etc) e se realizam os serviços auxiliares durante a obra (preparação da argamassa, dobragem de ferro etc).
CANTONEIRA
Peça em forma de L que arremata quinas ou ângulos de paredes. Também serve de apoio a pequenas prateleiras.
CAPA
Demão de tinta. Camada de betume aplicada sobre a pedra que impermeabiliza a superfície.
CAPITEL
Parte superior, em geral esculpida, da coluna, acima do fuste, em que se descansa a arquitrave -arremate superior dos balaústres. Alguns capitéis são simples, pouco ornamentados, a exemplo dos dóricos. Outros, como os jônicos, são arrematados com volutas. O capitel é formado por um ábaco, um óvalo e, na parte inferior, um astrágalo.
CARAMANCHÃO
Armação de madeira, como um pergolado, sustentada por pontaletes e coberta por vegetação.
CARGAS ACIDENTAIS
Todas as cargas que podem atuar sobre a estrutura de edificações em função do seu uso (pessoas, móveis, veículos e materiais diversos.
CARGAS PERMANENTES
Peso de todos os elementos construtivos fixos e instalações permanentes (revestimentos, pisos, enchimentos, concretos, paredes divisórias e outras).
CARPETE DE MADEIRA
Conjunto de pranchas de madeira ou laminado, em forma de tábuas, que são encaixadas e/ou coladas ao contrapiso.
CAULIM
Argila branca, rica em carbonato de cálcio, base de extração da cal.
CAVILHA
Peça de fixação que serve para manter juntas as peças de madeira, as estruturas de alvenaria etc. Tem formato cilíndrico-cônico, com uma cabeça numa das extremidades e uma abertura na outra, onde se encaixa a chaveta (um tipo de trava) que completa a junção.
CERÂMICA
Arte da fabricação de argila cozida.
CERCA VIVA
Sebe viva -arbustos plantados em linha para formar um elemento de vedação e fechamento.
CHALÉ
Do francês chalet. Casa de campo de madeira com telhados em duas águas, bem inclinadas, que avançam sobre a fachada.
CHAMINÉ
Tubo prismático, cilíndrico ou cônico, que comunica o local onde se faz o fogo na lareira com o exterior, servindo para dar tiragem ao ar com os produtos da combustão.
CHAPISCAR
Lançar argamassa de cimento e areia grossa contra uma superfície para torná-la áspera, facilitando a aderência do emboço (massa grossa).
CHAVE DE ABÓBODA
Pedra mais alta da abóboda, serve para travar a estrutura da abóboda.
CHUMBAR
Nas construções, emprega-se o termo para designar qualquer processo de fixação na alvenaria dos batentes de portas ou janelas, etc. Fixar, prender, ligar.
CIMALHA
Parte superior da cornija. Saliência ou arremate na parte mais alta da parede, onde assentam os beirais do telhado.
CIMEIRA
Viga ou trave colocada no ponto mais alto do telhado.
CIMENTO AMIANTO
Material composto de cimento Portland e fibras de amianto, com alta resistência à tração e à compressão, elevado poder isolante do calor e do som, alta resistência aos ácidos comuns, sendo imputrescível, incombustível e impermeável.
CINTA
Faixa, geralmente metálica, usada para envolver construções de alvenaria com a função de evitar possíveis desagregamentos. Cinta de amarração é o nome que se dá à sucessão de vigas situadas nas paredes perimetrais das construções visando tornar mais solidárias entre si as paredes concorrentes.
CINZEL
Ferramenta manual de corte a martelo usada para gravar o metal ou esculpir a pedra.
CISTERNA
Reservatório de água situado abaixo de nível do solo.
CLAPBOARD
Palavra inglesa -tipo de revestimento externo para paredes, feito de madeira sobrepostas, típico do colonial americano.
CLARABÓIA
Dispositivo envidraçado no teto da construção que permite a iluminação de cômodos situados no interior das construções e por isso impossibilitados de possuir janelas.
CLÁSSICO
Relativo à arte e cultura dos antigos povos gregos e romanos. Período marcado por construções de planta retangular, colunas e frontões. Essas formas, inicialmente presentes nos templos, passaram a se repetir nas casas, de madeira mais sóbria, e nas fachadas pouco ornamentadas. Adjetivo para tudo que se torna modelo ou padrão em arquitetura.
CLIMATIZADO
Diz-se do ambiente cuja temperatura é controlada artificialmente.
CLOSET
Palavra inglesa -pequeno cômodo usado como quarto de vestir.
COBOGÓ
Chamado também de elemento vazado, é feito de concreto ou cerâmica e limita os ambientes sem impedir a entrada de ar. Foi inventado por três engenheiros-arquitetos brasileiros, na primeira metade do século, que o batizaram com a união de suas iniciais: Coimbra, Boeckmann e Góis.
CÓDIGO DE OBRAS
Conjunto de leis municipais que controla o uso do solo urbano.
COIFA
Equipamento feito de metal, que suga a fumaça dos fogões.
COLETOR DE ENERGIA SOLAR
Placa com células fotovoltaicas que capta a energia solar e a transforma em eletricidade ou energia térmica.
COLONIAL
Tipo de arquitetura praticada nos países que foram colônias. Assim, as influências portuguesas estão presentes já nas primeiras construções brasileiras e as espanholas marcam alguns países das Américas do Sul, Central e do Norte, como o México, enquanto os ingleses deixaram sua herança na América do Norte. Já elementos da arquitetura holandesa e francesa apareceram na América Central, sobretudo na região do Caribe.
COLONIAL AMERICANO
Colonizadores espanhóis, franceses, holandeses e ingleses marcaram a arquitetura americana. No sul do país, aparecem casas hispânicas, feitas e adobe e com pátios internos. Os holandeses deixaram como herança as construções de pedra e os telhados de ripas de madeira. A partir de 1700, o estilo georgiano introduz elementos renascentistas nas construções. Em seguida, o estilo Adam promove um refinamento das linhas clássicas, presente nos pórticos elaborados com colunas e lunetas. O Early Classical Revival (1770-1830) fecha o ciclo do colonial americano com uma revisita ao classicismo grego, trazendo cúpulas e frontões, sustentados por colunas dóricas e jônicas.
COLONIAL BRASILEIRO
Estilo que começa a formar-se com as casas dos bandeirantes: uma só cobertura, sustentada por pilares e aberta nos lados. A partir do século XVII, em Minas Gerais, a arquitetura ganha requintes: telhados de quatro águas, janelas e portas simétricas, varandas circundando as áreas sociais. As casas são fechadas para o exterior, e sua planta interna é ampliada com saguão, quarto de hóspedes e salão de visitas. Surgem os ornamentos talhados em pedra. Esses elementos foram adaptados às diversas regiões do país.
COLUNA
Elemento estrutural de sustentação, vertical. Ao longo da história da arquitetura, assumiu as formas mais variadas e diversos ornamentos. Pode ser de pedra, alvenaria, madeira ou metal, e consta de três partes: base, fuste e capitel. Esses elementos aparecem inicialmente nas colunas dóricas e jônicas dos templos gregos. A partir da visão funcionalista do arquiteto franco-suiço Le Corbusier, ainda na primeira metade deste século, as colunas passaram a ser chamadas de pilotis e ganharam formas limpas. Dentro dessa linha, o arquiteto Oscar Niemeyer projetou o conjunto da Pampulha, em Minas Gerais, e a maioria dos prédios públicos de Brasília. Seus pilotis, de forte pureza formal, com funções quase exclusivas de sustentação, são um marco na arquitetura moderna.
COLUNATA
Conjunto de colunas enfileiradas de forma simétrica.
COMPACTAÇÃO
Obra que consiste na redução do volume de vazios de um maciço de solo granuloso, por apiloamento, cilindramento, rolamento ou outros processo, em camadas, para dar ao mesmo maior solidez, maior resistência e menor permeabilidade.
COMPENSADO
Termo empregado vulgarmente com referência à madeira compensada ou contraplacado.
COMUTADOR
Peça que tem por função mudar a direção da corrente elétrica -na linguagem comum é sinônimo de interruptor de luz.
CÔNCAVO
Que tem superfície ao mesmo tempo cavada e esférica.
CONCRETO
Mistura de água, cimento, areia e pedra britada, em proporções pré-fixadas, que forma uma massa compacta e endurece com o tempo. Concreto aparente é aquele que não recebe revestimentos. Na massa do concreto armado, dispõem-se armaduras de metal para aumentar sua resistência. O concreto ciclópico tem pedras aparentes e de formas irregulares.
CONCRETO CELULAR AUTOCLAVADO
Produto constituído de cal, cimento, areia e pó de alumínio (um agente expansor que funciona como fermento, fazendo a argamassa crescer e ficar cheia de células de ar, tornando-a leve), além de água. Cortada em blocos ou painéis, que vão para uma autoclave para cura, a argamassa dá origem ao silicato de cálcio, composto com alta resistência à compressão e ao fogo e de ótimo desempenho termoacústico. Os blocos são utilizados para vedação de vãos e enchimento de lajes nervuradas, e os painéis armados para paredes ou lajes. Também são encontrados blocos-canaletas para vergas e contra-vergas. Por ser leve, o produto é indicado principalmente para estruturas que não devem sofrer sobrecargas.
CONDUÍTE
Estrangeirismo, designando tubo de metal galvanizado ou de plástico, flexível, que conduz fiação elétrica.
CONDUTO
Tubo metálico rígido de uso nas instalações elétricas para as passagens dos fios condutores da energia elétrica, temperado especialmente para permitir curvas com facilidade. O mesmo que duto.
CONDUTOR
Elemento da construção que recolhe as águas da chuva nos telhados.
CONSOLO
Elemento em balanço na parede para servir de apoio às estátuas, vasos ou mesmo balcões ou sacadas. é duplo.
CONTRAMARCO
Quadro que serve de gabarito para fixar o caixilho.
CONTRAMURO
Muro construído face a face a outro já existente, com o objetivo de reforçá-lo.
CONTRAPISO
Camada composta de cimento e areia, com cerca de 3 centímetros de espessura, que nivela o piso antes da aplicação do revestimento.
CONTRAPLACADO
Chapa composta de madeira, produzida pela sobreposição de várias folhas delgadas, com as fibras cruzadas -além de manter a elasticidade e a leveza da madeira, adquire maior resistência, homogeneidade e indeformabilidade.
CONTRAVENTAMENTO
Estrutura auxiliar organizada para resistir a solicitações extemporâneas que podem surgir nos edifícios. Sua principal função é aumentar a rigidez da construção, permitindo-a resistir à força dos ventos.
CONTRAVERGA
Viga de concreto usado sob a janela para evitar a fissuração da parede.
CONVEXO
Curvo ou arredondado para a parte externa, bojudo.
CORDÃO
Pequena moldura redonda ou curva numa das arestas, pouco saliente, uniforme ou em forma de cordel, de fita ou de séries de pérolas, usada para arremates, tais como na junção do rodapé com os pisos de madeira, nos forros de madeira, nas esquadrias, etc.
CORÍNTIO
Relativo a ordem coríntia, a terceira ordem que constitui o estilo grego. É o estilo mais rebuscado. De invenção ateniense possui o capitel recoberto por folhas de acanto.
CORNIJA
Conjunto de molduras que serve de arremate superior às obras de arquitetura.
CORTE (ou desmonte)
Obra que retira terra para a formação de plataformas horizontais que receberão a edificação. Sempre que possível, é interessante utilizar essa terra para o aterro vizinho, evitando-se o custo de transporte.
COTA
Originariamente significa a diferença de nível entre qualquer ponto e outro que se toma como origem. Na linguagem arquitetônica, além desse uso, também é aplicado aos projetos, tanto em plantas como nos cortes, referindo-se às medidas necessárias para a sua compreensão e suficientes para os trabalhos complementares.
CRUZETA
Ornato em forma de cruz. Ferragem que reforça os encaixes de madeira dos telhados, em especial na transferência da carga do telhado para as colunas.
CUMEEIRA
Também chamada de linha de cume, é a parte mais alta do telhado, onde as superfícies (ou águas) se encontram.
CUNHA
Peça metálica ou de madeira que possui uma das seções de forma triangular, com inúmeras aplicações como fixar pontaletes, fender pedras, separar elementos justapostos e levantar objetos. Nome de cada um dos elementos que compõem os arcos ou abóbadas. O mesmo que aduela.
CÚPULA
Parte superior interna e externa de algumas construções. Uma curiosidade das cúpulas é o aparecimento do óculo, abertura no seu ponto mais alto que permite a entrada de luz e que, muitas vezes, conta com uma pequena edícula, chamada lanterna ou lanternim. Outra curiosidade é que, normalmente, as cúpulas são duplas, ou seja, é feita uma cúpula interna, oca, e outra externa, encarregada da proteção da construção. Abóbada de revolução, formada por um arco que gira em torno de um eixo.
CURAR
Secar madeiras, cimentos etc.
CÚSPIDE
A ponta alongada, o cume de um edifício.
DECAPÊ
Técnica em que se aplica massa de dióxido de titânio (pó branco), pinta-se a superfície e depois se marca com uma vassoura, o que deixa um relevo.
DECIBEL
Unidade de medida da intensidade do som.
DECK
Palavra inglesa que designa o convés dos navios. Na arquitetura, refere-se às plataformas feitas com tábuas para circundar piscinas ou espelhos d'água.
DECLIVE
Quando a inclinação do terreno se apresenta abaixo do nível da rua. Plano que garante o rápido escoamento das águas das chuvas. Descida.
DEMÃO
Cada camada de tinta aplicada sobre uma superfície.
DESATERRO
Ato de retirar um volume de terra de um local.
DESCANSO
Patamar para descanso nas escadas de lances compridos.
DESEMPENADEIRA
Instrumento de pedreiro feito de madeira que consta de uma tábua grossa, com uma das faces bem aplainada e a outra possuindo uma alça, usada para distribuir o reboque sobre a parede a revestir e depois para aplainá-la ou desempená-la -serve também para suportar o reboque que o pedreiro retira com a colher, quando executa pequenos retoques.
DESEMPENAR
Alisar, aplainar o reboque fino colocado sobre o emboço -tornar uma superfície perfeitamente plana.
DICRÓICA
Lâmpada halógena de foco dirigido cuja intensidade de luz é aumentada pelo grande índice de reflexão de sua campânula.
DINTEL
Verga superior da porta ou da janela, que assenta sobre as ombreiras, que pode ser executada nos mais variados materiais -também são assim chamados cada um dos degraus ou saliências laterais sobre que assentam as prateleiras de uma estante. O mesmo que lintel.
DISJUNTOR DR (DDR)
Dispositivo elétrico com elevada capacidade de interrupção, podendo garantir, conjuntamente, proteção contra sobrecorrente (sobrecarga e curto-circuito) e contra os contatos indiretos, dentro de valores especificados.
DISPOSITIVO DR (Diferencial Residual)
Interruptor automático que, segundo a legislação brasileira, deve ser instalado nos circuitos elétricos que atendem banheiros, cozinhas, copas, lavanderias, áreas de serviço e externas e cuja função é desligar correntes elétricas de pequena intensidade (da ordem de centésimos de ampère) que um disjuntor comum não consegue detectar, mas que podem ser fatais se percorrerem o corpo humano.
DOMO
Peça de fibra de vidro ou acrílico usada na cobertura da edificação para iluminar o interior. Nome das superfícies côncavas que revestem, protegem ou cobrem o extradorso das cúpulas ou abóbadas de revolução.
DORMENTE
Peça de madeira usada na composição de escadas e peitoris. Também é utilizado para assentar os trilhos das estradas de ferro.
DRENAGEM
Escoamento das águas nos terrenos encharcados, por meio de tubos, valas ou fossos, chamados de drenos.
DRENO
Tubo ou vala subterrânea que serve para esgotar a água no terreno alagadiço, isto é, para a drenagem.
DRY WALL
Parede com estrutura de aço revestida, em ambos os lados, por painéis de gesso acartonado. O esqueleto de aço define o alinhamento e o perfil da parede, proporcionando estruturação e resistência, enquanto os painéis atuam como vedação física e visual e asseguram a isolação térmica e acústica, além de servirem como suporte para os acabamentos. As estruturas podem ser simples ou reforçadas, e os painéis podem ser tratados com produtos hidrofugantes para uso em ambientes úmidos. O sistema permite que todas as instalações elétricas e hidráulicas sejam facilmente embutidas.
EDÍCULA
Construção complementar, independente e erguida próxima da casa principal, para lavanderia e aposento de hóspedes ou de empregados. Pequena capela. Nicho reservado para abrigar as imagens dos santos.
EFLORESCÊNCIA
Marcas de bolor, decorrentes da infiltração de água. Deixa na superfície das paredes um pó cuja composição é predominantemente de nitrato de potássio, popularmente chamado de salitre.
ELEMENTO VAZADO
Peça produzida em concreto, cerâmica ou vidro, dotada de aberturas que possibilitam a passagem de luz para o interior da casa. Comum em muros, paredes e fachadas.
ELETROCALHA
Elemento de linha elétrica constituído por uma base com cobertura desmontável, destinado a envolver por completo os condutores elétricos providos de isolação, permitindo também a acomodação de certos equipamentos elétricos.
ELETRODUTO
Elemento de linha elétrica fechada, de seção circular ou não, destinado a conter condutores elétricos providos de isolamento, permitindo tanto a colocação quanto a retirada destes.
ELEVAÇÃO
Representação gráfica das fachadas em plano ortogonal, ou seja, sem profundidade ou perspectiva.
EMBOÇAMENTO
Assentamento das telhas da cumeeira com argamassa -aplicação da primeira camada de argamassa nas paredes.
EMBOÇO
Primeira camada de revestimento de argamassa das paredes, o mesmo que reboco grosso, cuja areia não foi peneirada.
EMPENA
Nome de cada uma das paredes laterais de edifício de telhado de duas águas, em cujos vértices superiores apoia-se a cumeeira. Usualmente, chama-se assim qualquer parede lateral, mesmo que nela não se apoie a cumeeira. Flanco cego de um edifício. Cada uma das faces dos frontões.
EMPENAMENTO
Deformação causada em peça de madeira por calor, umedecimento ou secagem desigual ocorrida em lados ou faces opostas, caracterizada por um encurvamento cilíndrico no sentido transversal ou longitudinal da peça.
EMPREITADA
Um ou mais profissionais contratados para executar qualquer tipo de obra ou serviço.
ENCABEÇADA
Diz-se de cada uma das tábuas paralelas cujas extremidades encaixam-se em tábuas transversais. O termo tem aplicação na designação das tábuas de soalhos.
ENCUNHAMENTO
Colocação da última camada de tijolos de uma parede, os quais ficam inclinados e comprimidos por argamassa até a estrutura, de forma que o acabamento fique coeso.
ENGASTAR
Embutir, encaixar.
ENTABLAMENTO
Nome do conjunto de molduras que ornamentam o cimo da fachada de um edifício, qualquer que seja o estilo arquitetônico. Nas ordens clássicas, nome do conjunto dos elementos sustentados, que são a arquitrave, o friso e a cornija. O mesmo que coroamento.
ENTRADA DE ENERGIA
Caixa de luz que contém relógio, chaves e fusíveis para controlar a entrada de energia na casa.
ENVAZADURA
Designação dos vãos abertos nas paredes para iluminação ou ventilação -as portas ou as janelas.
ENXAIMEL
Conjunto de estacas e caibros que sustenta as divisões da estrada da casa, podendo ou não ficar aparente na fachada.
EPÓXI
Tinta plástica e impermeável usada na pintura de peças metálicas, como caixilhos, ou de ambientes expostos a grandes umidades.
ESCADA CARACOL
Tipo de escada cujo eixo é vertical e na qual os degraus se dispõem em espiral ao longo do eixo.
ESCADA SANTOS DUMONT
Batizada com o nome do pioneiro da aviação, esta escada é sempre muito vertical, quase em pé. Por isso, seus degraus são mais largos de um lado e estreitos de outro, facilitando a mudança do passo.
ESCALA
Relação de dimensões entre um desenho e o objeto representado. Através de seu uso é possível representar, no papel, o edifício nos seus aspectos gráficos, como plantas, cortes e fachadas, permitindo ao observador visualizar as verdadeiras dimensões.
ESCORA
Peça de madeira ou metálica que ampara, sustenta ou serve de arrimo a um elemento construtivo por si só incapaz de suportar as solicitações dos esforços ali atuantes. Nas tesouras, nome das peças que vão mais ou menos do meio das empenas à base do pendural.
ESCOVADO
Metal polido com escovas, ganhando aparência fosca.
ESMALTAÇÃO
Aplicação, na superfície de placas cerâmicas, de uma camada de materiais vítreos que, quando levados ao forno para queima, fundem-se formando uma vitrificação sobre a peça.
ESMALTE
Tinta oleosa usada especialmente em esquadrias e em caixilhos metálicos.
ESPALETA
Nome que se dá em São Paulo e em outras regiões às saliências das paredes, como se fossem pilastras, feitas quase sempre para receber os marcos das portas. O mesmo que boneca.
ESPATULADO
Técnica de pintura que imita a textura da rocha, também chamada de estuque veneziano.
ESPELHO
Face vertical do degrau. Tábua que sobressai de alto a baixo na face de uma porta. Placa fixada à porta que guarnece o lugar de entrada da chave na fechadura.
ESPELHO D'ÁGUA
Pequeno lago artificial de pouca profundidade, em geral usado como complemento no paisagismo ou mesmo no interior da casa.
ESPERA
Pequena peça de madeira, em forma de cunha, que evita o deslocamento das vigas ou dos sarrafos. Também denomina as pedras ou os tijolos deixados salientes nos cunhais para possibilitar a amarração de futuras paredes.
ESPIGÃO
Nome da aresta saliente determinada pelo encontro de duas águas de telhado -quando horizontal, recebe o nome de cumeeira. Geralmente o termo é empregado para designar as arestas inclinadas decorrentes das interseções das tacaniças com as águas-mestras. Ponto mais alto do telhado de quatro ou mais águas triangulares.
ESPONJADO
Técnica de acabamento de superfícies que resulta em um aspecto granulado, cheio de pontos, por causa da aplicação feita com esponja.
ESQUADRIA
Designação genérica, usada em arquitetura, para indicar todos os tipos de caixilho empregados na construção: portas, janelas, venezianas etc.
ESTACA
Peça longa, geralmente de concreto armado, que é cravada no terreno, transmitindo o peso da construção para as partes subterrâneas, mais resistentes.
ESTACA BROCA
Quando a perfuração do solo é feita manualmente, com o auxílio de um instrumento chamado trado. É cravada em pequena profundidade.
ESTACA STRAUSS
Quando a perfuração é feita com um aparelho chamado Strauss - daí o nome da estaca. Esse tipo de estaca deve ser cravado em uma profundidade de até 8 metros.
ESTEREOTOMIA
Nome da técnica empregada para dividir, cortar e colocar com rigor os materiais de construção, principalmente aqueles que se destinam à confecção das paredes. Originariamente, este termo só era empregado em relação à pedra.
ESTILO
O modo de expressar-se de um grupo ou de um período histórico. Elementos constantes ou semelhantes da produção artística de um povo num determinado período. Peculiaridade que apresentam as obras de arte ou arquitetônicas, produzidas de acordo com certos princípios, numa dada época, por determinado povo, segundo técnicas específicas.
ESTRIBO
Peça de ferro batido que une o pendural das tesouras ao tirante. No concreto armado, são os pedaços de ferro redondo colocados transversalmente à armadura longitudinal e destinados, principalmente, a solidarizar esta e a absorver os esforços cortantes. O mesmo que botaréu.
ESTRUTURA
Conjunto de elementos que forma o esqueleto de uma obra e sustenta paredes, telhados ou forros.
ESTUDO PRELIMINAR
Quando se verifica a viabilidade de uma solução que dá diretrizes ou orientações ao anteprojeto.
ESTUFA
Galeria envidraçada onde são cultivadas plantas.
ESTUQUE
Revestimento muito utilizado em paredes e forros, preparado com várias demãos de massa básica composta de gesso, água e cola. Depois lixa-se a superfície, para mostrar as diferentes camadas de massa, cujo resultado é um efeito que lembra a textura de uma rocha.
ESTUQUE VENEZIANO
Massa rústica que dá às paredes textura similar à das rochas.
FACHADA
Cada uma das faces de uma construção.
FAIXA
Denominação usada por alguns fabricantes de revestimentos cerâmicos para identificar listelos finos.
FÊMEA
Reentrância executada em qualquer superfície ou face de um objeto, que recebe e abriga a saliência feita em outro objeto a ser emendado (o macho).
FERRAGEM
Conjunto de peças de ferro necessário a uma construção, tais como fechaduras, dobradiças, cremonas, puxadores etc., para janelas, portas e portões.
FERRAGEM ESTRUTURAL
Conjunto de ferros que ficam dentro do concreto e dão rigidez à obra.
FERREIRO
Profissional responsável pelo corte e pela armação dos ferros de uma construção.
FIADA
Carreira horizontal de pedras ou tijolos, disposta no sentido horizontal da parede.
FIBRA DE VIDRO
Material resistente, impermeável, empregado na fabricação de banheiras, piscinas e calhas. Do inglês fiberglass, é obtido por meio de um processo no qual o vidro, ainda em fusão, possibilita a separação dos filamentos que compõem o material.
FIBROCIMENTO
Material que resulta da união do cimento comum com fibras de qualquer natureza, das quais a mais freqüente é a fibra do amianto. Essa mistura é a base da maior parte das caixas d'água fabricadas no Brasil.
FILETE
Friso, régua do boxe. Pequena moldura de seção quadrada que acompanha outra moldura maior. Peça cerâmica fina e comprida que complementa o revestimento.
FISSURA
Trinca superficial no concreto ou na alvenaria.
FLECHA
Distância vertical entre a posição reta e a fletida de uma viga ou peça.
FLOREIRA
Recipiente para flores, feito de alvenaria, de madeira ou de metal, muito usado em sacadas, patamares e alpendres.
FOLHA
Cada parte da porta e da janela que necessita de dobradiça para se mover ou correr. Nome genérico que recebe qualquer objeto largo e pouco espesso. O mesmo que lâmina ou chapa.
FORRAÇÃO
Espécie de carpete têxtil de pouca espessura. É muitas vezes usada como base para carpetes de maior espessura. Plantas rasteiras, como hera, musgo ou grama-preta, que fazem o acabamento de um jardim.
FORRO
Material que reveste o teto, promovendo o isolamento térmico entre o telhado e o piso. Pode ser de madeira, gesso, estuque, placas fibrosas, tecidos etc. Há ainda o forro gamela, típico do colonial mineiro, que é formado por cinco superfícies, quatro delas inclinadas e trapezoidais, enquanto a quinta é retangular, horizontal e fecha o forro.
FOSSA
Cavidade que recebe os líquidos residuais de uma construção.
FOSSA SÉPTICA
Cavidade subterrânea, feita de cimento ou de alvenaria, onde os esgotos são acumulados e represados de forma a ser digeridos por bactérias. Depois desse processo, os líquidos resultantes são encaminhados a uma nova fossa ou a um sumidouro.
FOTOGRAMETRIA
Método de levantamento topográfico mediante a fotografia. Aerofotogrametria chama-se o processo feito por fotografia aérea.
FRECHAL
Viga de madeira que, apoiada ao longo de uma parede, recebe e distribui uniformemente as pressões exercidas por elementos eqüidistantes, como caibros de telhados, barrotes de sobrados, prumos etc. Diferenciam-se dos baldrames devido ao modo de apoio: estes são ancorados somente nas extremidades, enquanto os frechais apoiam-se em toda a sua extensão na alvenaria, não trabalhando à flexão.
FRISO
Espaço que separa a arquitrave da cornija, nas construções clássicas, sendo comumente ornado de escultura ou inscrições, também é o nome genérico que recebem as barras ou faixas pintadas ou esculpidas ao longo de uma parede geralmente abaixo dos tetos.
FRONTÃO
Fronte, face dianteira. Arremate superior com a função de vedar o espaço compreendido entre pelas duas águas da cobertura e pelo plano situado nos topos das paredes do pavimento da construção. De formato triangular, consta de três partes: a cimalha, que lhe forma a base, as empenas ou os lados inclinados e o tímpano, a superfície central triangular. Atualmente, sua função original foi praticamente abandonada, e o elemento passou a servir de mero ornamento.
FRONTISPÍCIO
Fachada ou frente de um edifício -o mesmo que frontaria.
FUNDAÇÃO
Alicerce. Conjunto de estacas e sapatas responsável pela sustentação da obra.
FUNGO
Microorganismo vegetal que se aloja como parasita nas madeiras, provocando o apodrecimento das mesmas.
FUSÍVEL
Dispositivo que opera com limites de amperagem. Quando existe sobrecarga no sistema elétrico, impede que o resto do circuito sofra os efeitos da sobrecarga.
FUSTE
Nome do tronco da coluna, situado entre a base e o capitel. Tronco da árvore, entre as raízes e a copa.
GABARITO
Modelo, molde, padrão de medida, cujo instrumento de verificação recebe o mesmo nome. Em urbanismo, chama-se assim à altura máxima que podem ter os edifícios em determinadas ruas. Marcação feita com fios nos limites da construção antes do início das obras, em que o encontro de dois fios demarca o lugar dos pilares.
GALÃO
Medida de capacidade equivalente a 4,5435 litros (nomenclatura inglesa) ou 3,7852 litros (americana).
GALERIA
Corredor largo que, além da circulação de pessoas, serve para exposição de obras de arte. Duto subterrâneo para escoamento de águas.
GALGAR
Alinhar, levantar, alçar, endireitar, desempenar - fazer com que uma régua, um tábua ou um vão (porta ou janela) tenham seus lados perfeitamente paralelos.
GALPÃO
Depósito. Construção que tem uma das faces aberta.
GÁRGULA
Orifício por onde corre a água de uma fonte, geralmente desenhada aparentando uma figura ou rosto. Antigamente, o nome era dado ao canto situado na extremidade do beiral para recolher a água das chuvas que acumulava nas calhas, protegendo as paredes externas.
GAZEBO
Pequeno quiosque colocado no jardim. Sua estrutura é formada de madeira, ferro ou pedra, e o fechamento é feito com vidros ou treliças.
GEMINADO
O mesmo que duplicado, ligado. Diz-se da janela ou porta que possua duas folhas que se abrem para os lados, e de duas casas encostadas uma na outra, em geral com parede central de meiação.
GESSO
Pó de sulfato de cálcio que, misturado à água, forma uma pasta compacta, usada no acabamento de tetos e paredes.
GOFRADO
Acabamento em madeira feito com tinta poliuretânica texturizada de aspecto final fosco, resistente a riscos e à maioria dos produtos de limpeza.
GOIVA
Ferramenta de carpinteiro, semelhante a um formão, que deixa sulco em forma de meia cana côncava.
GOLPE DE ARÍETE
Choque contra as paredes de um duto, causado por uma variação brusca na velocidade da água, em decorrência de repentino fechamento ou brusca abertura de registro, válvula, torneira ou outro elemento inserido no circuito, resultando uma variação de pressão que se propaga com grande velocidade ao longo do duto.
GOTEJADOR
Peça usada em sistemas de irrigação que transforma o fluxo da água em gotas.
GÓTICO
Estilo que surgiu na frança, na segunda metade do século XII, marcando as construções com abóbadas e motivos tirados da natureza, como as rosáceas. O gótico varia de país para país e culmina com estruturas finas de pedra demarcando grandes janelas com vidro.
GRADIL
Armação de ferro em forma de grades para proteção ou vedação de uma abertura.
GRANILITE
Mistura de cimento e fragmentos de pedras, executado no local, com acabamento em cera ou resina, cuja execução requer a colocação de juntas de dilatação a cada 1,5m.
GRANITO
Rocha cristalizada formada por feldspato, mica e quartzo, muito usado para revestir pisos. Existem diversas cores de granito e, muitas vezes, seu nome deriva de sua cor ou do local onde fica a jazida.
GRAU DE COMPACTAÇÃO
índice que determina a compactibilidade que um terreno deve assumir após o trabalho de apiloamento do mesmo.
GRECO-ROMANO
Diz respeito aos elementos típicos da arquitetura clássica, inspirada na antigüidade.
GRELHA
Grade de ferro que protege a entrada de bueiros e ralos. Também a peça de suporte nas churrasqueiras.
GRÊS
Material cerâmico duro, denso, opaco e não-poroso, composto de argila e feldspato. Sua dureza varia desde a grande resistência ao risco e ao choque até as pedras que se esboroam com a pressão dos dedos.
GRETAGEM
Fissura sobre a superfície esmaltada de cerâmicas, causada pela diferença de dilatação entre a massa cerâmica (chamada de base) e a camada cristalina da superfície, que protege o desenho (chamada de esmalte). Seu formato é geralmente circular, espiral ou como uma teia de aranha.
GUARDA-CORPO
Grade ou balaustrada de proteção usada em balcões, janelas, sacadas ou varandas.
GUARNIÇÃO
O mesmo que ornato ou adorno. Nas portas e janelas, nome da régua ou sarrafo que cobre a junta formada pela parede quando se encosta ao marco ou montante.
GUIA
Peça de pedra ou de concreto que delimita a calçada da rua. Peça que direciona o sentido de movimento das peças móveis, como as portas de correr.
GUILHOTINA
Nas janelas, sistema de vidraças que correm verticalmente, em vez de abrir girando em torno de eixos.
HABITE-SE
Documento emitido pela prefeitura do município com a aprovação final de uma obra.
HECTARE
Unidade de medida agrária equivalente a cem acres.
HERTZ (Hz)
Unidade de freqüência dos fenômenos periódicos, equivalente a um ciclo por segundo.
HIDRÓFUGO
Nome que se dá genericamente aos agentes químicos introduzidos nas argamassas e tintas, que preservam as construções e paredes da umidade.
HIDROMASSAGEM
Banheira equipada com sistema de sucção e impulsão que gera movimentação da água.
HIDROSCÓPICO
Diz-se de material que absorve com facilidade a água existente em forma de vapor na atmosfera, como o gesso ou o cimento.
HOME THEATER
Conjunto de equipamentos de áudio e vídeo que reproduz em casa as características sonoras e de projeção dos cinemas.
ILUMINAÇÃO
Arte de distribuir luz artificial ou natural em um espaço.
ILUMINAÇÃO ZENITAL
Recurso para trazer luz natural ao interior da casa por meio de clarabóias e de domo de vidro, de plástico ou de acrílico.
IMPERMEABILIZAÇÃO
Conjunto de providências que impede a infiltração de água na estrutura construída.
IMPLANTAÇÃO
Criação de traços no terreno para demarcar a localização exata de cada parte da construção. O mesmo que locação da obra.
IMPOSTA
Nome do plano ideal que separa o pé direito da nascença do arco.
INCLINAÇÃO
ângulo formado pelo plano com a linha horizontal, usado para compor coberturas, escadas, rampas ou outro elemento inclinado.
INCRUSTAÇÃO
Adorno que destaca composições com elementos embutidos.
INDUTO
Qualquer material no estado líquido ou pastoso próprio para ser espalhado, em camada fina, sobre uma superfície sólida, formando um revestimento protetor, regularizador ou uma base de acabamento.
INFILTRAÇÃO
Ação de líquidos no interior das estruturas construídas. Existem dois tipos básicos: de fora para dentro, quando se refere aos danos causados pelas chuvas ou pelo lençol freático, e de dentro para fora, quando a construção sofre os efeitos de vazamentos ou problemas no sistema hidráulico.
INOXIDÁVEL
Refere-se aos metais submetidos a processos que impedem a oxidação ou a ferrugem.
INSOLAÇÃO
Quantidade de energia térmica proveniente dos raios solares recebida por uma construção.
INSTALAÇÃO
Conjunto de providências necessárias para iniciar uma obra: demarcação do canteiro de trabalho e construção de depósito de materiais e ferramentas. Também refere-se ao conjunto das instalações hidráulica, elétrica, de gás, de ar condicionado etc.
INSTALAÇÃO ELÉTRICA
Sistema de distribuição de energia.
INSTALAÇÃO HIDRÁULICA
Sistema de distribuição de água.
INTRADORSO
Superfície côncava interior de um arco ou abóbada.
IRRADIAÇÃO
Propagação e difusão tanto de raios luminosos quanto de ondas sonoras ou de calor.
IRRIGAÇÃO
Umidificação da terra por meio de sistemas industriais.
ISOLAMENTO
Recurso para resguardar um ambiente do calor, do som e da umidade.
ITACOLOMI
Rocha antiderrapante usada em sua forma bruta, muito encontrada em Minas Gerais.
JANELA BASCULANTE
Tipo de janela que se projeta para dentro ou para fora, num movimento de rotação em torno de um eixo horizontal ou por meio de um braço de articulação, chamado báscula. Dependendo do ângulo de abertura de suas folhas, a ventilação é parcial mas constante.
JANELA DE ABRIR
Assim são chamadas as janelas tradicionais, que liberam 100% do seu vão para entrada de ar, sem nenhuma resistência ao vento. Existem as de folhas duplas e as de folhas simples. Tanto numa quanto noutra, as folhas se fixam apenas quando abertas ou fechadas totalmente.
JANELA DE CORRER
Move-se ao longo de trilhos - é chamada de deslizante quando se abre para as laterais, e de guilhotina quando se abre para cima e para baixo. Em ambos os casos, apresenta manobras simples, que poupam os espaços ao redor, tanto interna como externamente. A ventilação apenas se dá em 50% da abertura.
JANELA DE TOMBAR
Esse tipo de janela, como o nome já diz, tomba para dentro, mas apenas na parte superior da esquadria. Apesar de não liberar totalmente o vão, oferece aeração constante e boa vedação contra chuvas e ventos.
JANELA ESCOTILHA
Aquela de dimensões pequenas e arredondadas semelhante à janela dos navios.
JANELA GUILHOTINA
Aquela em que seus caixilhos se movimentam verticalmente.
JANELA MAXIMAR (ou maximo-ar)
Denominação de janelas cuja abertura deixa os vidros numa posição perpendicular em relação à esquadria. Garante boa ventilação e iluminação, mas pouca privacidade.
JANELA PIVOTANTE
Janela cuja abertura é determinada por movimento giratório em torno de um eixo (pivô) vertical instalado no meio da abertura ou mais próximo de uma das bordas. Cria vãos que permitem a circulação do ar em todo o ambiente, mas dificulta a colocação de cortinas e grades.
JANELA SANFONADA
Também conhecida como camarão, move-se no sentido horizontal, flexionando suas folhas com a ajuda de dobradiças. Regula bem a entrada de luz e ar, mas quando fechada não permite boa estanqueidade.
JANELA VENEZIANA
Tipo de janela com palhetas na horizontal, que se apoiam na caixilharia. Além da de palhetas estreitas, existe o tipo portuguesa, cujas palhetas em balanço avançam para fora do caixilho. Proporciona ventilação mesmo quando fechada.
JARDA
Medida inglesa de comprimento igual a três pés ou 36 polegadas e equivalente a 0,9144m.
JARDIM DE INVERNO
Local, em geral envidraçado, reservado no interior das construções para o cultivo de plantas.
JIRAU
Primitivamente entre nossos índios, nome da armação horizontal de galhos ou varas apoiada sobre forquilhas, que servia para amparar, acima do fogo, as carnes ou peixes. Com o tempo passou-se a dar o nome de jirau aos estrados ou palanques a meia altura, que servem de prateleiras profundas, onde são guardados os trastes e objetos sem uso duma residência. Nas lojas, piso à meia altura.
JUNTA
Articulação. Linha ou fenda que separa dois elementos diferentes mas justapostos.
JUNTA A PRUMO
Tipo de colocação do tijolo, do azulejo ou da cerâmica, um ao lado do outro, vertical ou horizontalmente. Dispensa a amarração.
JUNTA DE AMARRAÇÃO
Tipo de colocação de tijolos em que um trava o deslocamento do outro. Existem alguns tipos, como a junta de amarração simples, a junta de amarração francesa etc.
JUNTA DE ASSENTAMENTO
Frestas (espaçamentos) regulares entre placas cerâmicas. As informações sobre seus tamanhos devem constar nas embalagens dos produtos.
JUNTA DE DILATAÇÃO
Recurso que impede rachaduras ou trincas. São réguas muito finas de madeira, metal ou plástico que criam o espaço necessário para que materiais como concreto, cimento, granilite etc. se expandam sem danificar a superfície.
LÃ DE VIDRO
Material isolante, composto de finos fios de vidro, empregado no conforto térmico.
LADRÃO
Cano ou orifício, também chamado tubo de descarga, situado na parte superior dos reservatórios, banheiros e pias, destinado ao escoamento do ocasional excesso de água.
LADRILHO
Peça quadrada ou retangular, com pouca espessura, de cerâmica, barro cozido, cimento, mármore, pedra, arenito ou metal.
LADRILHO HIDRÁULICO
Piso opaco produzido com pó de mármore, cimento branco em pó, areia e pigmentos de ferro -tem esse nome pelo fato de usar água no lugar da moderna monoqueima (a massa era posta para secar, depois de tirada de fôrmas que davam sua estrutura e desenho).
LAJE
Estrutura plana e horizontal de pedra ou concreto armado, apoiada em vigas e pilares, que divide os pavimentos da construção.
LAJOTA
Pequena laje de pedra -é mais comum o emprego do termo para designar as placas de pedra, geralmente arenito, usadas nos pisos dos jardins.
LAMBREQUIM
Recorte na madeira que arremata forros e beirais.
LAMBRI (ou lambril)
Revestimento de madeira, mármore, azulejo e outros materiais aplicado até certa altura das paredes internas de um ambiente.
LAMINADO
Madeira compensada revestida com lâminas superpostas e coladas.
LÂMPADA DE DESCARGA DE ALTA PRESSÃO
Seu princípio de funcionamento é completamente diferente das incandescentes: uma descarga elétrica entre os eletrodos leva os componentes internos do tubo de descarga a produzirem luz. Funcionam através do uso de reatores, e, em alguns casos, só partem com auxílio de ignitores. Dependendo do tipo, necessitam de 2 a 15 minutos entre a partida e a estabilização total do fluxo luminoso. Via de regra, representam alternativa de maior eficiência para substituição de lâmpadas incandescentes.
LÂMPADA FLUORESCENTE
Fonte de luz artificial, baseada em descarga eletromagnética.
LÂMPADA FLUORESCENTE COMPACTA
Com a mesma tecnologia e as características de uma lâmpada fluorescente tubular, porém com tamanhos reduzidos. São utilizadas para as mais variadas atividades, apresentando, em relação às tubulares, consumo de energia menor, durabilidade maior e excelente reprodução de cores.
LÂMPADA FLUORESCENTE TUBULAR
De alta eficiência e longa durabilidade, emitem luz pela passagem da corrente elétrica através de um gás. A descarga elétrica será convertida em luz pelo pó fluorescente que reveste a superfície interna do bulbo. É da composição deste pó que resultam as mais diferentes alternativas de cor de luz adequadas a cada tipo de aplicação, além de determinar a qualidade e quantidade de luz e a eficiência na reprodução de cor.
LÂMPADA HALÓGENA
Funcionando em tensão de rede ou em baixa tensão, são também consideradas incandescentes por terem o mesmo princípio de funcionamento -porém, são incrementadas com gases halógenos que, dentro do bulbo, se combinam com as partículas de tungstênio desprendidas do filamento.
LÂMPADA INCANDESCENTE
Tipo de lâmpada cujo funcionamento se dá através da passagem da corrente elétrica por um filamento de tungstênio que, com o aquecimento, gera a luz. Têm atualmente sua aplicação predominantemente residencial.
LANÇO
De uma maneira geral, em arquitetura o termo designa uma sucessão de elementos semelhantes: assim, por exemplo, lanço de uma escada é o conjunto de degraus situados entre dois patamares.
LANTERNIM
Pequeno telhado sobreposto às cumeeiras, propiciando ventilação.
LATÃO
Liga de 67% de cobre com 33% de zinco, podendo receber adições de estanho ou chumbo conforme o emprego a que se destina.
LAVABO
Pequeno banheiro sem espaço para o banho.
LEI DE ZONEAMENTO
Legislação municipal que rege o uso de terrenos urbanos.
LENÇOL FREÁTICO
Nas camadas subjacentes do solo, local onde se acumulam as águas subterrâneas absorvidas pelos terrenos superficiais.
LEVANTAMENTO TOPOGRÁFICO
Refere-se á análise e descrição topográfica de um terreno. Também chamado de levantamento planialtimétrico.
LEVIGADO
Tipo de acabamento semi-polido. Pedra cuja superfície foi alisada ou aplainada.
LINDEIRO
Diz-se do lote de terreno contíguo a outro.
LINÓLEO
Piso cujo nome vem do uso de óleo de linhaça na fabricação. Alguns têm desenhos incrustados ou são pintados a óleo bem coloridos.
LISTELO
Filete. Pequena moldura cerâmica usada para arrematar peças cerâmicas.
LISTELO UNIVERSAL
Diferencia-se do listelo comum por ser de encaixe recortado, permitindo a continuidade dos desenhos, escondendo o rejuntamento e eliminando a necessidade de manter a estética dos azulejos, podendo ser para piso ou parede.
LIVING
Palavra inglesa que designa os espaços de convívio da casa.
LOCAÇÃO DA OBRA
Implantação da obra a partir do gabarito.
LOFT
Palavra inglesa, que significa depósito. Hoje, designa espaços amplos, sem divisórias, usados como moradia.
LONGARINA
Denominação aplicada a certas vigas como aquelas em que assenta o tabuleiro duma ponte. Viga em que se assenta degraus de uma escada. Viga que une as cabeças de uma série de estacas.
LUNETA
Abertura de forma circular, envidraçada, colocada no topo de janelas e portas. Também é um tipo de abóbada.
MACHO
Nome de qualquer saliência de uma peça que penetra em cavidade executada em outra peça que deve ser ligada à primeira.
MACHO-E-FÊMEA
Tipo de encaixe em que uma saliência se adapta a uma reentrância.
MADEIRA DE LEI
Designação dada à madeira dura, resistente às intempéries e ao ataque de fungos, brocas e cupins. A denominação remonta aos tempos do Brasil Colônia, quando as árvores que produziam as madeiras nobres só podiam ser derrubadas pelo governo.
MADEIRAMENTO
Conjunto de madeiras usadas na construção.
MALHA
Característica dos tecidos metálicos que indica o número de aberturas por área.
MANILHA
Tubo de barro, geralmente vidrado, usado nas canalizações subterrâneas. Existem manilhas porosas e até furadas que servem para favorecer a infiltração, ao longo de um terreno, de líquidos efluentes das fossas sépticas ou de poços negros.
MANSARDA
Tipo de telhado que permite o aproveitamento do vão e do espaço sob o telhado (sótão), é constituído de duas águas: as superiores, com inclinação comum, formam o telhado propriamente dito, enquanto as inferiores, num plano quase vertical, vão constituir as paredes do sótão. É largamente utilizado na França, onde foi criado por François Mansard.
MANTA ASFÁLTICA
Revestimento que impermeabiliza lajes e coberturas feito com os mesmos materiais do asfalto.
MANTA PLÁSTICA
Revestimento plástico que impermeabiliza lajes, coberturas e contrapisos. Pode ser aplicada diretamente sobre o solo para evitar erosão.
MÃO-FRANCESA
Elemento estrutural inclinado, geralmente apoiado numa parede, que serve para diminuir algum vão de viga. Numa série de tesouras, é o nome das escoras que obliquamente ligam as extremidades inferiores dos pendurais com a cumeeira, determinando contraventamento no sentido transversal do sistema estrutural do telhado.
MAQUETE
Reprodução tridimensional, em miniatura, de um projeto arquitetônico.
MARCAÇÃO
Primeira fiada de blocos ou tijolos para marcar o alinhamento das paredes.
MARCHETARIA
Arte de incrustar ou embutir peças de madeira, pedras preciosas ou madrepérolas em obras de marcenaria, formando desenhos.
MARCO
Pedra ou poste que se crava no solo para demarcação e delimitação de terrenos. Peça fixa de madeira adaptada à ombreira de pedra de uma porta e que recebe as dobradiças sobre as quais giram as folhas.
MÁRMORE
Rocha cristalina e compacta, usada para revestir pisos e paredes e guarnecer pias de cozinha e banheiro. Tem bom polimento e pouca resistência ao calor.
MARMORIZAÇÃO
Técnica de pintura que imita a textura do mármore.
MARQUISE
Alpendre em balanço, geralmente sustentado por mãos-francesas, que serve para resguardar plataformas de estações, vitrines e mostruários de lojas, calçadas e passeios. O termo designa praticamente todas as espécies de coberturas lateralmente abertas, ao lado dos edifícios.
MASSA
Argamassa usada no assentamento ou revestimento de tijolos.
MASSA CORRIDA
Produto à base de PVA ou acrílico que dá acabamento liso à parede, servindo de base para receber a tinta.
MASSA FINA
Mistura de areia, água e cal, empregada para rebocar paredes.
MASSA GROSSA
Mistura de areia, cal, água e cimento usada no emboço ou para chapiscar paredes.
MASSA RASPADA
Mistura de areia, cal, cimento e corante que substitui a pintura. Não pode ser retocada e, depois de aplicada, é penteada com uma escova, justificando seu nome. MDF chapa de fibras de madeira de média densidade, aglutinadas com resina sintética termofixa, que se consolidam sob ação conjunta de calor e pressão.
MEDITERRÂNEO
Estilo que marca a arquitetura de países banhados pelo Mar Mediterrâneo, como Marrocos, Itália, Tunísia, Grécia e Espanha. As casas, geralmente, têm poucas aberturas para o exterior, voltando-se para um pátio interno e dispensando ornatos. A cor branca das casas reflete os raios solares e amaina o calor, permitindo que as vielas fiquem menos escuras à noite e promovendo ainda a higiene, evitando, por exemplo, a proliferação de moscas e outros insetos.
MEIA-ÁGUA
Nome dado ao telhado constituído de um só plano inclinado.
MEIA-CANA
Moldura que apresenta concavidade longitudinal. Nome dado à telha de canal.
MEIA-ESQUADRIA
Ligação em que duas peças se encaixam formando ângulo reto, com os planos de contato entre ambas as peças cortados em 45 graus. Nas esquadrias, as quatro fendas diagonais nos quatro cantos. Nome de instrumento de marceneiro, espécie de esquadro, com que se podem traçar ângulos.
MEIA-PAREDE
Parede que não fecha totalmente o ambiente na vertical, usada como divisória.
MEIO-NÍVEL
Piso construído à meia altura que aproveita um pé-direito duplo ou um declive no terreno. Meio piso.
MEIO-TIJOLO
Parede cuja espessura corresponde à largura de um tijolo.
MEMORIAL DESCRITIVO
Descrição de todas as características de um projeto arquitetônico, especificando os materiais que serão necessários à obra, da fundação ao acabamento.
MESTRE-DE-OBRAS
Profissional que dirige os operários em uma obra.
METAIS
é o nome que se dá ao conjunto das torneiras, misturadores, válvulas, registros e outros componentes que arrematam as tubulações do serviços de hidráulica.
MEZANINO
Pavimento intermediário entre dois pisos, havendo necessariamente comunicação interna entre todos eles. Outra característica do mezanino é não ter acesso direto para o exterior.
MILHA
Antiga medida brasileira equivalente a 2.200m -a milha inglesa mede 1.609m.
MIRACEMA
Pedra antiderrapante que mancha facilmente com óleos e produtos químicos. Como suporta grandes pesos e intempéries, pode revestir pisos de garagens e pátios.
MIRANTE
Ponto ou construção elevada de onde se enxerga ao longe. Construção acima do telhado de um edifício, provida de janela ou abertura que permite visibilidade para o exterior.
MISTURADOR
Torneira que tem dois volantes, os quais controlam a entrada de água quente e fria para uma mesma saída. O misturador monocomando faz o mesmo controle com apenas um volante.
MODERNISMO
Refere-se a toda inovação nas artes e na arquitetura processada no século XX. Concreto, vidro e armações de ferro são moldados pelos novos construtores de forma funcional. Nos Estados Unidos, destaca-se Louis Sullivan com a máxima "a forma segue a função". O espírito de seriação da indústria norteia a obra do arquiteto franco-suiço Le Corbusier. Linhas retas, sem adornos -planta livre (colocação do banheiro na parte central da construção) -estrutura evidenciada -casa sobre pilotis. Essas idéias sintetizam as novas propostas de moradia. No Brasil, destacam-se os arquitetos Lúcio Costa e Oscar Niemeyer e dentre suas inúmeras obras está Brasília, a nova capital do país.
MÓDULO
Elemento comum de medida que se emprega para assegurar à construção um processo normativo e lógico de desenvolvimento. Pode ser constituído por simples medida corrente (por exemplo, 1,00m) ou pelas dimensões de determinado material a ser empregado na obra: um tijolo ou uma parede pré-moldados, painéis pré-dimensionados e industrializados, etc.
MOLDURA
Ornato, em obras de arquitetura, que consiste na composição de partes salientes e reentrantes, cuja continuidade seguindo as linhas, retas ou sinuosas, através do jogo de luz e sombra, assegura uma conjunção precisa da forma arquitetônica. Caixilho para guarnecer quadros e estampas, geralmente de madeira ou gesso. Elemento que compõe o acabamento dos listelos, emoldurando-os.
MONOQUEIMA
Processo de cozimento da argila na produção de cerâmica, em que as peças passam apenas uma vez pelo forno.
MONTA-CARGA
Equipamento de transporte vertical, do gênero dos elevadores, para objetos e volumes de pequenas dimensões, que se coloca em edifícios de mais de um pavimento para atender os andares.
MONTANTE
Corpo saliente, moldura que guarnece as portas e janelas. Peça vertical, normalmente de ferro ou madeira, que divide uma janela da outra, uma porta da outra, um vão do outro etc.
MOSAICO
Obra executada com pequenos pedaços de vidro, esmalte, pedras coloridas ou mármore engastados em base apropriada de argamassa, estuque, betume ou cola. Tipo de revestimento que emprega pastilhas de vidro ou porcelana. No piso, o chamado mosaico português apresenta pequenos pedaços de basalto negro justapostos, contrastando com fragmentos brancos de calcáreo.
MOURÃO
Esteio grosso, geralmente de pedra ou concreto, firmemente fincado ao solo de distância em distância, envolvendo um terreno e servindo para fixar fios de arame, delimitando-o.
MOURISCO
Arcos ogivais, rendilhados e minaretes marcam a arquitetura mourisca (ou mudéjar), desenvolvida pelos árabes na Península Ibérica. Os adornos são ricos, complexos e abstratos. Esses arabescos geométricos trabalham com enorme variação de cores. As construções são voltadas para um pátio interno, e o interior da casa é protegido pelo muxarabiê. O estilo é facilmente identificado por suas torres e cúpulas ricamente entalhadas. A partir da invasão da Península Ibérica pelos mouros, esse estilo se difundiu no Ocidente. No Brasil, o Rio de Janeiro guarda uma obra erguida no mais tradicional estilo mourisco: a sede da Fundação Osvaldo Cruz.
MOVIMENTO DE TERRA
Trabalho relacionado com a modificação de relevo de um terreno, através da execução de cortes e aterros.
MURO DE ARRIMO
Obra que tem por objetivo sustentar o terreno. É feita de pedra ou de concreto, armado ou não. O próprio peso da terra deve servir de sustentação para o muro de arrimo, daí sua conformação estrutural.
MUXARABIÊ
Balcão protegido, em toda altura da janela, por uma treliça de madeira, a fim de assegurar ventilação e sombra e permitindo também olhar para o exterior sem ser visto. É um dos mais marcantes testemunhos da influência árabe na arquitetura. O mesmo que muxarabi.
NEGRO DE FUMO
Pó negro obtido da fuligem produzida pela combustão do querosene, do alcatrão e de certas resinas, usado no preparo de tintas, vernizes, tintas de impressão, graxas etc.
NEOCLÁSSICO
Surgiu na Europa do século XVIII como uma reação ao movimento anterior, o barroco, e seus excessos. Naquele momento, em que nascia o iluminismo, as artes se voltavam para a Antigüidade, especialmente para a Grécia. Na arquitetura, a intenção era reproduzir o equilíbrio e a proporção da arquitetura grega. Dessa retomada, ressurgem os edifícios de fachada simétrica, sóbria e com ornatos tímidos se comparados aos do barroco. Reaparecem os frontões, as colunas e os pórticos. Ao longo dos séculos, freqüentemente esses elementos foram readaptados ao sabor dos impérios. Somente a partir de 1895 é que o neoclássico se populariza, pontuando as casas européias e americanas.
NICHO
Reentrância feita na parede para abrigar armários, prateleiras ou guardar eletrodomésticos.
NÍVEL
Instrumento que verifica a horizontalidade de uma superfície, a fim de evitar ondulações em pisos e contrapisos.
NIVELAR
Regularizar um terreno por meio de aterro ou desterro.
NON AEDIFICANDI
área onde não se pode construir ou impermeabilizar o solo.
NORMA TÉCNICA
Regra que orienta e normatiza a produção de materiais construtivos.
OFURÔ
Banheira arredondada, típica do Japão, feita de cedro.
OGIVA
Forma característica das abóbadas góticas.
OITÃO
Nome da parede lateral de uma construção situada sobre a linha de divisa do terreno. Tal parede não contém, necessariamente, a empena delimitada pela cobertura.
OMBREIRA
Nos aros ou vãos de portas e janelas, é o nome de cada um dos elementos verticais que sustentam as vergas superiormente e que engastam as soleiras ou os peitoris.
ORIENTAÇÃO
Posição da casa em relação aos pontos cardeais.
ORNATO
Adorno, elemento com função decorativa.
OXIDAÇÃO
Ferrugem. Processo em que se perde o brilho pelo efeito do ar ou por processos industriais.
PAINEL
Grande superfície decorada, tanto no interior como no exterior da construção. Nesse sentido, apresenta composições de mosaicos, pastilhas, porcelanas ou cerâmicas.
PAISAGISMO
Estudo da preparação e da composição da paisagem como complemento da arquitetura.
PALAFITA
Conjunto de estacas que sustenta a construção acima do solo nas habitações lacustres.
PALHETA
Nome de cada uma das lâminas de madeira ou metal que formam as venezianas de ventilação permanente das janelas ou portas.
PALMO
Antiga medida de extensão equivalente a 8 polegadas ou 0,225m.
PANO
Extensão de parede, muro ou telhado.
PARAPEITO
Peitoril. Proteção que atinge a altura do peito, presente em janelas, terraços, sacadas, patamares etc. Diferencia-se do guarda-corpo por se tratar de um elemento inteiro, sem grades ou balaústres.
PARQUETE
Pavimento feito de tacos de madeira formando desenhos, geralmente pela mistura de várias madeiras diferentes.
PARTIDO
Opção arquitetônica que atende a diversos fatores, tais como topografia do terreno, condições locais, necessidades de quem vai habitar, verba disponível para a construção e a intenção plástica do arquiteto, e que orienta o projeto.
PASSADIÇO
Corredor, galeria ou ponte que une dois edifícios ou duas alas de um mesmo prédio. Alpendre ao longo de várias dependências de uma edificação. Ponte estreita de madeira, calçada ou passeio nas ruas. O mesmo que passagem.
PASTILHA
Pequena peça de revestimento, quadrada ou hexagonal, feita de cerâmica, porcelana ou vidro.
PÁTINA
Originalmente, refere-se ao efeito esverdeado produzido pela oxidação do bronze. Passou a denominar também qualquer textura "antiga", obtida por diversas técnicas, sobre vários materiais, do cimento ao alumínio. Essa pintura especial consiste basicamente no uso da tinta esmalte com aguarrás ou tinner, onde uma estopa ou trincha dão o efeito manchado.
PÁTIO
Espaço descoberto no interior das casas e cercados pelos elementos da construção.
PAU-A-PIQUE
Nome dado a um tipo de taipa em que as paredes possuem uma armação de varas ou paus verticais unidos entre si por pequenas varas eqüidistantes e horizontais, situadas alternadamente do lado de fora e do de dentro. Essa trama de paus, fixados, em baixo, nos baldrames, e, em cima, nos frechais, é preenchida de barro.
PAVIMENTO
Andar. Conjunto de dependências de um edifício situadas num mesmo nível.
PÉ-DIREITO
Altura livre entre o piso e o teto de qualquer compartimento ou pavimento. Quando essa distância eqüivale à de dois andares, fala-se em pé-direito duplo.
PEDRA-SABÃO
Pedra mole de fácil modelação que resiste bem ao sol e à chuva.
PEGA
Nome que se dá à propriedade das pedras e argamassas de se unirem formando um todo maciço e resistente. Diz-se que a argamassa, o concreto e a massa de cimento "dão pega" quando, secas, adquirem dureza e resistência.
PEI
Sigla de Porcelain Enamel Institute, é o método que indica o resultado do teste de resistência ao desgaste por abrasão ao qual o piso esmaltado é submetido conforme a norma brasileira ABNT NBR 9455/86, cuja classificação indica os ambientes mais adequados para sua utilização. Sua classificação varia de 0 a 5 e quanto maior o índice, maior a resistência.
PEITORIL
Nome da superfície horizontal de fecho inferior de uma janela.
PERCINTA
Cinta de amarração.
PÉRGOLA
Proteção executada em jardins ou espaços livres, apoiada em colunas ou em balanço e constituída geralmente de elementos paralelos ou cruzados de madeira, alvenaria ou concreto armado.
PERSIANA
Caixilho formado por tábuas de madeira, tiras plásticas, metálicas ou têxteis, estreitas e móveis para ventilar e regular a entrada de raios solares.
PERSPECTIVA
Parte do desenho que representa num plano os objetos tais como se apresentam à vista.
PILAR
Elemento estrutural vertical, que trabalha à compressão. Quando sua seção é circular, recebe o nome de coluna.
PILASTRA
Pilar com quatro faces -um de seus lados fica ligado à parede da construção.
PILOTIS
O termo comumente designa o conjunto de colunas que sustentam a edificação, deixando livre o pavimento térreo.
PINGADEIRA
Sulco longitudinal feito na parte das molduras, cimalhas, cornijas e demais corpos em balanço nas fachadas, com o objetivo de desviar as águas pluviais, impedindo-as de escorrer ao longo das paredes. Nome da moldura, também escavada em baixo, colocada nas partes inferiores das janelas.
PIVOTANTE
Janela que tem movimento giratório no sentido vertical.
PLACA FOTOVOLTAICA
Peça responsável pela captação dos raios do sol nos sistemas de energia solar, colocada nos telhados das casas.
PLANIMETRIA
Medida das áreas das superfícies planas, aplicada ao levantamento planimétrico dos terrenos.
PLANTA
Desenho que representa a projeção horizontal de um edifício, de uma cidade. Corte horizontal de um edifício, geralmente passando acima do plano dos peitoris das janelas.
PLANTA BAIXA
Representação gráfica de uma construção onde cada ambiente é visto de cima, sem o telhado.
PLANTA ISOMÉTRICA
Tipo de perspectiva axonométrica em que o desenho reproduz todos os elementos do projeto, com pontos de fuga. Muito usada para mostrar instalações hidráulicas.
PLATIBANDA
Moldura de pouca espessura e contínua, mais larga que saliente, que contorna uma construção, acima dos frechais, formando a proteção ou a camuflagem do telhado, contornando as calhas. O termo também é usado como designação de grade ou muro que limita um terraço.
PLATÔ
Parte elevada e plana de um terreno. O mesmo que planalto.
PLENO
Diz-se do arco cuja flecha é igual à metade do vão, um semi-círculo perfeito.
PÓ XADREZ
Tipo de pigmento usado para dar cor a pisos feitos de cimento. Também serve de corante para outros revestimentos.
POÇO ARTESIANO
Perfuração feita no solo para encontrar o veio d'água subterrâneo.
POLEGADA
Medida de comprimento inglesa, duodécima parte do pé, equivalente a 2,54cm.
POLICARBONATO
Derivado do petróleo pela associação de moléculas de carbono, é um termoplástico, ou seja, amolece ao ser aquecido e endurece quando resfriado. Disponível em chapas ou telhas, há modelos com transparência que chega a 89%, em várias cores. A maior vantagem em relação ao vidro é que ele pode ser moldado sem emendas, em formas curvas. É também mais resistente a impactos, porém, menos rígido, por isso pode riscar com facilidade.
POLIESTIRENO EXPANSÍVEL (EPS)
Plástico celular rígido polimerizado e expandido com gás metano, podendo ser moldado nos mais diversos formatos. Tem alta capacidade de isolação termoacústica, grande resistência mecânica à dilatação e à compressão, baixíssima absorção de água e é imputrescível.
PONTALETE
Nome de qualquer peça de madeira, colocada a prumo ou inclinada, que trabalha à compressão.
PONTO DE UM TELHADO
Relação entre a altura e a largura do telhado, inclinação.
PORÃO
Espaço ou vão livre situado entre o primeiro pavimento e o solo, permitindo isolar a estrutura do assoalho da umidade do chão e a circulação do ar por baixo das tábuas.
PORCELANA
Material cerâmico de fina textura e grande resistência, de cor branca, composto de caulim e feldspato, usado na confecção de aparelhos sanitários e lavatórios.
PORCELANATO
Tipo de cerâmica formado de argila, felspato e corantes, cuja massa é submetida à forte pressão e queimada em forno industrial a uma temperatura entre 1.220 a 1.250ºC. Depois de pronto, pode receber polimento para ficar brilhante ou ser mantido natural. Normalmente não são esmaltados. Suas principais características são a alta resistência à abrasão e baixa porosidade.
PORTAL
Aro de madeira das portas, eventualmente empregado como sinônimo de ombreira. Porta grande e principal de um edifício.
PÓRTICO
Portal de entrada de uma casa, cuja cobertura é apoiada em colunas. O mesmo que átrio.
PÓS-MODERNO
Movimento centrado na preocupação formal, histórica e técnica, que surge como reação ao modernismo. Os primeiros projetos aparecem em 1950, nos Estados Unidos, assinados pelos arquitetos Eero Saarinen e Philip Johnson. Em 1962, Robert Venturi projeta uma casa na Pensilvânia, Estados Unidos, que se tornou um ícone do pós-modernismo, com seus detalhes exagerados, a maioria retirada da arquitetura clássica. Outro exemplo é o prédio do centro Georges Pompidou, em Paris, França, na década de 70. Aos poucos, outras vertentes compõem construções ainda mais exóticas, como as casas do deconstrutivismo, erguidas como se tivessem sido demolidas ou se quisessem perder-se na paisagem.
POSTIGO
Pequena abertura ou fresta. Pequeno vão feito à meia-altura de uma parede, permitindo a passagem de objetos de um cômodo a outro. Portinhola feita sobre a folha de uma porta maior.
POTÊNCIA
Energia elétrica consumida por uma fonte luminosa, expressa em watts (W).
PRÉ-FABRICAÇÃO
Processo empregado na construção que se baseia na redução do tempo de trabalho e racionalização nos métodos construtivos para obtenção, pela montagem mecânica, de elementos produzidos diretamente na fábrica.
PRÉ-MOLDADO
Peça modular, moldada na fábrica ou na própria obra, que se junta a uma outra como parte de um quebra-cabeça a ser montado no lugar da construção.
PROGRAMA
Conjunto das necessidades funcionais e sociais que caracterizam um tema arquitetônico -é dele que o arquiteto parte para a criação artística.
PROJETO
Plano geral de uma edificação ou de outro objeto qualquer. Conjunto de plantas, seções e elevações de acordo com as exigências dos poderes públicos e em condições de serem submetidas à aprovação dos mesmos. De modo geral, o projeto é executado em escala maior que o anteprojeto (1:100 ou 1:50), com detalhes em escala 1:20, 1:10 ou até mesmo em escala natural.
PRUMADA
Posição vertical da linha de prumo. Dois elementos estão na mesma prumada quando são tangenciados ao mesmo tempo por um único fio de prumo.
PRUMO
Ferramenta, também chamada de fio de prumo, composta por um fio provido de peso numa das extremidades e que permite a verificação, por paralelismo, da verticalidade de paredes e colunas.
PVC (cloreto de polivinila)
Material plástico composto por cloro (57%) e petróleo (43%), altamente resistente aos agentes climáticos e à maior parte dos produtos químicos. Muito usado nas instalações hidráulicas (canos).
QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO
Caixa que distribui a eletricidade em uma construção, composta de chaves, disjuntores e fusíveis.
RÁDICA
Refere-se às deformações em forma de bolas enrugadas que aparecem nas bases dos troncos de árvores, como a nogueira, a imbuia e o pinho-de-riga. Os nós e veios ressaltados, característicos da rádica, são usados no revestimento de móveis.
RAGGING
Pintura executada com um pano ou plástico torcido.
REATOR
Equipamento auxiliar ligado entre a rede e a lâmpada de descarga com a finalidade de proporcionar condições de ignição e limitar a corrente que passa pelo circuito.
REBOCO
Argamassa de areia e cal (ou cimento) com que se revestem as paredes em uma ou duas camadas. Nesse caso, a primeira camada chama-se emboço (ou reboco grosso) e a areia de sua argamassa não é peneirada -a segunda camada, de acabamento desempenado, é composta de areia fina peneirada e cal, e é chamada de reboco fino ou massa fina.
RECUO
Distância entre as faces da construção e os alinhamentos, medidas perpendicularmente a eles.
REFLETÂNCIA (ou fator de reflexão)
Relação, expressa em porcentagem, entre o fluxo luminoso refletido por uma superfície e o fluxo luminoso incidente sobre ela -varia sempre em função das cores ou acabamentos das superfícies e suas características de refletância.
REFRATÁRIO
Diz-se das peças, geralmente cerâmicas, que resistem às altas temperaturas e que dificilmente se fundem. Os tijolos refratários são muito empregados na construção de fornos, lareiras e churrasqueiras.
REGISTRO
Nas tubulações de água, é o dispositivo que trava a passagem do líquido antes dos pontos terminais das torneiras.
RÉGUA
Prancha estreita e comprida de madeira. Perfil quadrado de alumínio que nivela pisos e paredes, enquanto a massa ainda está mole.
REJUNTAR
Preencher, com argamassa geralmente à base de cimento ou com produtos industrializados próprios, as juntas da alvenaria de pedra ou tijolo e as frestas entre peças de revestimento.
REQUADRO
Armação em que os componentes formam ângulos retos.
RESISTÊNCIA TÉRMICA (R)
Valor que expressa a capacidade de um material ou sistema de resistir à passagem do calor, obtido pela divisão entre a espessura do material pelo seu Coeficiente de Condutividade Térmica (K). A unidade desse valor é m.ºC/W.
RESPALDO
Diz-se que uma obra já está nos respaldos quando os alicerces já estão concluídos e revestidos superiormente por uma camada de argamassa impermeabilizante desempenada.
RESPIRO
Abertura que possibilita a ventilação em armários e depósitos.
RESSALTO
Qualquer saliência na fachada da construção. Outro exemplo são os ressaltos das pias de cozinha, coloquialmente chamados de bordas.
RETÁBULO
Nas igrejas, peça de madeira ou pedra trabalhada em motivos religiosos na qual se encontra o altar.
REVESTIMENTO CERÂMICO
Na construção civil, é o nome que se dá ao recobrimento de uma determinada área, utilizando-se placas cerâmicas com rejuntamento e argamassa colante adequadas. Como regra, ele deve ter as seguintes características: impermeabilidade, incombustibilidade e resistência, além de ser antialérgico e de fácil limpeza.
RINCÃO
Encontro de duas águas de um telhado formando uma reentrância (canal) por onde se escoam as águas pluviais.
RIPA
Qualquer peça de madeira fina, estreita e comprida. Muito usada para apoiar telhas dos telhados.
ROCOCÓ
Vertente do barroco que se caracteriza pelo excesso de detalhes e adornos, a maioria folhada a ouro. O termo serve também para designar obras ou objetos de mau gosto pelo excesso de detalhes.
RODAPÉ
Base contínua, rente ao chão, que serve de base ou assento a outros elementos de composição arquitetônica. Faixa de proteção ao longo das bases das paredes, junto aos pisos, podendo ser de madeira, pedra, mármore, cerâmica ou outros materiais.
ROSÁCEA
Caixilho de dimensões grandes e circulares. Ornato colocado no centro dos tetos ou abóbadas que lembra uma rosa.
RÓTULA
Porta ou janela cujo vão é preenchido por uma grade composta de pequenas tiras de madeira que se cruzam diagonalmente, permitindo que se olhe para fora sem ser visto, além de proporcionar ao interior agradável sombra e ventilação permanente.
ROTUNDA
Construção circular formada por colunas que sustentam uma cúpula.
RUFO
Nome dado às chapas dobradas de várias maneiras que guarnecem os pontos de encontro de telhados com as paredes, evitando a penetração das águas pluviais dentro das construções.
SACADA
Qualquer elemento de composição arquitetônica que faça saliência sobre o paramento da parede.
SAGUÃO
Vestíbulo. Pátio interno fechado por paredes altas.
SAIA-E-CAMISA
Tipo de forro de - madeira em que as tábuas se encaixam e formam reentrâncias e saliências. A tábua reentrante é chamada de saia, e a saliente, de camisa. Também chamado de saia-e-blusa.
SAIBRO
Areia grossa, encontrada em jazidas próprias, de cor avermelhada ou amarelo-escuro. Pode ser usada na composição de argamassas.
SAMBLADURA
Nome que se dá a qualquer corte ou entalhe feito em peças de madeira que devam ser unidas entre si sem o auxílio de pregos, parafusos ou outras ferragens.
SANCA
Parte do telhado assente sobre a espessura das paredes. Cimalha de perfil convexo. Moldura feita de gesso, madeira ou outro material de qualquer perfil, instalada ao longo das paredes, na altura ou logo abaixo do forro, possibilitando a instalação de luzes indiretas.
SANFONADO
Que imita a forma e o movimento do fole da sanfona. Muito comum em portas divisórias retráteis.
SAPATA
A parte mais larga e inferior do alicerce. Há dois tipos básicos: a isolada e a corrida. A primeira é um elemento de concreto de forma piramidal construído nos pontos que recebem a carga dos pilares -como ficam isoladas, essas sapatas são interligadas pelo baldrame. Já a sapata corrida é uma pequena laje armada colocada ao longo da alvenaria que recebe o peso das paredes, distribuindo-o por uma faixa maior de terreno. Ambos os elementos são indicados para a composição de fundações assentadas em terrenos firmes.
SARRAFO
Tira de madeira, mais larga que a ripa normal.
SATINÊ
Pintura especial que clareia a madeira sem esconder os veios.
SEBE
Vedação ou tapume executado com ramos ou varas entretecidas para cercar e vedar terrenos.
SEIXO ROLADO
Pedras arredondadas encontradas nos leitos dos rios ou em jazidas.
SELADORA
Base incolor que protege a madeira.
SELANTE
óleo ou resina que dá liga às tintas e aos vernizes, impermeabilizando superfícies.
SERVIDÃO
Encargo imposto a um prédio ou terreno que fica sujeito a dar ou permitir passagem livre, ar, luz ou qualquer outro tipo de proveito a outro prédio ou terreno.
SETEIRA
Fresta muito estreita e comprida nas paredes externas de um edifício para dar ar e luz ao interior.
SHED
Designação de certos tipos de lanternins, utilizados em galpões industriais com o objetivo de fornecer iluminação zenital.
SHINGLE
Tipo de telha de madeira plana, típica das casas norte-americanas no século XIX. Hoje são produzidas com materiais industrializados, como manta asfáltica.
SIFÃO
Nas tubulações de líquidos residuários, fecho hidráulico que impede a invasão dos interiores pelos gases contidos na rede. De um modo geral, os sifões das tubulações nada mais são que tubos curvados em forma de S. Há um tipo de sifão para cada tipo de aparelho sanitário.
SILICONE
Material usado na vedação, na adesão e no isolamento de diversas superfícies (cimento, vidro, azulejo, bloco, cerâmica, madeira etc.) que requerem proteção contra infiltração de água.
SINTECO
Marca de verniz transparente e durável usado no revestimento de assoalhos de madeira.
SOBREIRA
Conjunto de telhas dispostas por baixo das telhas do beiral do telhado com a finalidade de reforçá-las.
SOBREPORTA
Bandeira da porta.
SOLÁRIO
Varanda. Local descoberto destinado a banhos de sol.
SOLEIRA
A parte inferior do vão da porta, que está rasante com o piso. Nas portas externas, a soleira concorda com o piso interno, formando degrau pela parte de fora.
SOQUETE
Receptáculo, com rosca interna, onde se encaixa a lâmpada.
SÓTÃO
Depósito situado sobre os últimos pavimentos, nos desvãos dos telhados.
SPOT
Termo inglês que designa a luminária cujo foco de luz pode ser direcionado.
STC (Sound Transmission Class - ASTM E 413)
índice que serve como parâmetro para projetos de isolamento acústico, e representa o isolamento do vidro (em dB) para as freqüências de 125 a 4.000Hz.
SUÍTE
Conjunto de dois cômodos contíguos em que um é quarto de dormir e o outro é banheiro.
SUMIDOURO
Poço escavado no terreno, com paredes sem revestimento e boca a rés-do-chão, destinado a receber despejos líquidos domiciliares, especialmente os extravasados das fossas sépticas, para serem absorvidos pelo solo envolvente.
TABEIRA
Série de tábuas que contornam as paredes, formando moldura que guarnece as dos assoalhos ou dos forros.
TABIQUE
Nome que se dá a qualquer parede delgada feita de tábuas, tijolos à galga, taipa de mão ou de qualquer outro material, que serve para dividir compartimento. Quando o tabique, neste caso, de madeira, vigas e tábuas, não se apoia no piso e sim nas paredes, sem sobrecarregar a estrutura do sobrado, diz-se que ele é aliviado ou suspenso.
TÁBUA CORRIDA
Piso de tábuas, em geral largas e contínuas, encaixadas entre si.
TABUADO
Porção de tábuas.
TACANIÇA
Nos telhados de quatro águas e de planta retangular, é o nome que se dá a cada uma das duas vertentes de forma triangular.
TACO
Cada uma das pequenas peças de madeira que formam o parquete. Pedaço de madeira embutido na parede ou no concreto armado para receber pregos ou parafusos nos marcos de portas, tábuas de rodapés e lambris de madeira.
TAIPA
Nome genérico dos sistemas construtivos em que se emprega, na confecção das paredes e muros de fecho, a terra umedecida ou molhada. Os panos contínuos são executados diretamente no local. Existem dois tipos: a taipa de pilão e a taipa de mão. A parede de taipa de pilão é obtida comprimindo-se a terra dentro de "fôrmas" de madeira (taipal), com largura média de 60cm. Já a taipa de mão (ou de sebe, ou de sopapo) requer uma estrutura de madeira, composta de esteios cravados no chão e ligados entre si por vigas horizontais inferiores e superiores, formando um sistema rígido de sustentação. Os vãos estruturais são vedados com a taipa.
TAIPAL
Armação de madeira usada na feitura da taipa de pilão, constituída de duas grandes pranchas compostas de tábuas emendadas de topo que se mantêm de pé e afastadas entre si pelo uso de pontaletes, travessas, escoras etc. . Há quem dê, no linguajar comum, o nome de taipal à forma de concreto armado.
TALUDE
Rampa, escarpa, inclinação que se dá aos muros de arrimo, às muralhas das fortificações, ao barranco resultante de um desaterro. Talude "natural" é aquele cujo ângulo de inclinação é o máximo que a constituição do solo permite para que não possa haver desbarrancamento espontâneo da terra, o que dispensa obras de consolidação e muros de arrimo.
TAPUME
Vedação provisória feita de tábuas, que separa a obra do logradouro público e protege os transeuntes de possíveis quedas de materiais.
TARUGO
Peça cilíndrica de madeira usada para unir duas outras peças, como se fosse um prego introduzido sobre pressão. Pedaço de madeira que se coloca nos telhados unindo dois caibros. Viga transversal de madeira, entre os barrotes de sobrado para evitar que estes se desloquem lateralmente.
TELHA
Cada uma das peças uniformes com que se cobrem as edificações, protegendo-as. A maioria é feita de barro cozido, embora também existam telhas de cimento amianto, de pedra, de alumínio, de madeira etc. Cada modelo requer um caimento mínimo para que o escoamento das águas seja satisfatório. TELHADO elemento de proteção da edificação contra a ação do tempo, especialmente das chuvas.
TELHA-VÃ
Telhado sem forro. Telha que não leva argamassa.
TELHADO DE UMA ÁGUA
Telhado formado por uma única superfície plana e inclinada.
TÊMPERA
Pintura de aparência aquarelada feita com mistura que pode ser à base de clara de ovo ou cerveja, entre outros materiais -geralmente é aplicada no papel, na madeira ou no gesso.
TENSÃO
O mesmo que tração. Energia potencial de um gerador que promove a circulação da corrente no circuito do qual é parte. Nesse sentido, é sinônimo de voltagem e diferença de potencial.
TENSÃO ADMISSÍVEL
Tensão cujo valor é fixado como o máximo que pode trabalhar o material, variável com a sua natureza e a da solicitação.
TENSÃO DE RUPTURA
Tensão máxima a que um material pode resistir e que se toma, no caso dos materiais dúcteis, como sendo igual ao limite de escoamento do diagrama tensão-deformação e, no caso de materiais quebradiços (não dúcteis), igual ao limite de ruptura.
TERÇA
Viga de madeira que sustenta os caibros dos telhados.
TERRAÇO
Cobertura plana de um edifício. Galeria descoberta. Qualquer recinto descoberto e anexo a uma construção, no rés-do-chão, em balanço, ou sobrelevado.
TERRAPLENAGEM
Preparação do terreno para receber a construção.
TESOURA
Sistema estrutural triangular, de madeira ou metálica, que sustenta a cobertura propriamente dita.
TESSELA
Laje de pedra para revestir pisos internos. Cada um das peças do mosaico.
TESTEIRA
A parte dianteira, mais saliente. A tábua pregada ao longo do beiral, sobre os topos dos cachorros, quando não existem calhas e condutores. Via de regra, é o nome que se dá à superfície vertical ou inclinada da extremidade de qualquer beiral, de madeira ou de concreto.
TEXTURA
Efeito plástico produzido por massa, tinta ou qualquer material empregado para revestir uma superfície, deixando-a áspera, crespa.
TIJOLO
Peça de barro cozido usado nas alvenarias dos edifícios. Usualmente, sua espessura é igual à metade da largura que, por sua vez, é a metade do comprimento. Os laminados são produzidos industrialmente.
TIJOLO DE ESPELHO
Tijolo assentado com a face maior à vista.
TIJOLO REFRATÁRIO
Peça feita de argila especial, branca, que tem alto poder de tolerância ao calor -muito usado em lareiras e churrasqueiras.
TIRANTE
Nas tesouras, viga horizontal sujeita aos esforços de tração. Comprida barra de ferro com as extremidades ancoradas em paredes fronteiras, que absorve os empuxos laterais, principalmente ocasionados pelas abóbadas, impedindo o desmoronamento da construção.
TOPOGRAFIA
Análise e representação gráfica detalhada de um terreno que direciona toda a implantação da construção.
TOZETOS
Também denominados em alguns países por taco, são peças que permitem dar ângulos, encaixando os azulejos nos encontros de Quatro peças, permitindo também diversas decorações feitas individualmente sobre a parede.
TRAVA
Viga delgada de madeira que atravessa e prende o madeirame de uma estrutura. Qualquer fecho de porta, no sentido horizontal.
TRAVERTINO
Tipo de mármore de cor bege, comum na Itália, cheio de pequenas rachaduras naturais.
TRELIÇA
Armação formada pelo cruzamento de ripas de madeira. Quando tem função estrutural, chama-se viga treliça e pode ser feita de madeira, metal ou alumínio.
TROMPE L'OEIL
Termo francês que significa enganar os olhos. Técnica de pintura cuja perspectiva e sombreamento dão a impressão, à distância, de que são imagens reais.
TUTOR
Armação que serve para guiar o crescimento de arbustos ou trepadeiras usadas em paisagismo.
UMBRAL
Ombreira da porta, ou a própria porta, em sentido figurado. Limiar, entrada.
VÃO LIVRE
Distância entre os apoios de uma cobertura.
VARANDA
No Brasil, o termo assume significados regionais que se relacionam, quase sempre, com os locais de estar das residências. De uma maneira geral, a palavra designa o alpendre grande e profundo, muito comum nas casas antigas, onde se tomavam as refeições e onde se passava o dia. Daí, a sala de jantar comum ser chamada, no interior, de varanda. O mesmo que terraço, sacada, ou balcão, especialmente balcão alpendrado.
VENEZIANA
Tipo de esquadria (porta ou janela) que permite a ventilação permanente dos ambientes, impedindo a visibilidade do exterior e a entrada da água da chuva . É formada por palhetas inclinadas e paralelas. Algumas têm palhetas móveis.
VERGA
Nome da peça que fecha superior e horizontalmente um vão de porta ou janela, apoiando-se, em suas extremidades, sobre as ombreiras.
VERGALHÃO
Barra de ferro comprida e chata.
VERMICULITA
Espécie de mica presente na composição de materiais que ajudam o isolamento termoacústico.
VERNIZ
Solução composta de resinas sintéticas ou naturais que trata e protege a madeira e o concreto armado.
VIDRO ARAMADO
Tem uma estrutura de tela de arame que impede que os cacos se soltem quando quebra. Não é tão resistente quanto os vidros especiais, porém é mais barato. Seu uso é indicado para coberturas, balaustradas, terraços e portas.
VIDRO LAMINADO
Produto formado por duas ou mais chapas de vidro, intercaladas por uma ou mais películas de polivinilbutiral (PVB), unidas através de um processo de pressão e calor, resultando em uma material vítrico resistente, de excelente desempenho. É um vidro seguro, pois, ao romper-se, os cacos ficam presos na película, impedindo a passagem de pessoas e objetos. Utilizado para portas externas e internas, janelas, terraços, telhados, clarabóias, parapeitos, pisos, visores de piscinas e degraus devido à sua resistência a impactos e boa vedação do frio, calor e ruídos.
VIDRO REFLETIVO
Vidro que possui uma camada metálica espelhada na face externa, refletindo os raios solares e reduzindo a passagem de calor e protegendo carpetes, móveis e pisos. Não prejudica a visão de dentro para fora e não permite que se enxergue de fora o ambiente. Apropriado para regiões muito quentes e também para portas, janelas, coberturas, divisórias e boxes de banheiro.
VIDRO SERIGRAFADO
Vidro temperado que recebe, em sua superfície, uma camada de esmalte cerâmico, num processo de serigrafia, formando desenhos. A relação entre as áreas transparentes e cobertas pelo desenho resulta em diferentes níveis de sombreamento e transmissão de luz.
VIDRO TEMPERADO
Vidro que passa por um processo de têmpera, aquecido e resfriado rapidamente, tornando-se assim mais resistente do que os comuns. Caso quebre, fragmenta-se em pequenos pedaços que não machucam. É indicado para fachadas, portas, janelas, divisórias, boxes para banheiro e tampos de mesa, por ser fortemente resistente a impactos.
VIELA SANITÁRIA
Faixa "non aedificandi" onde são anexadas redes de esgoto sanitário.
VIGA
Elemento estrutural, de madeira, ferro ou concreto armado, geralmente em posição horizontal, que trabalha à flexão e que transmite os esforços às colunas que, por sua vez, trabalham à compressão.
VIGAMENTO
Conjunto de vigas. Sistema pelo qual essas vigas se acham unidas entre si.
VIGOTA
Pequena viga.
VINÍLICO
Tipo de plástico apropriado para revestir pisos e paredes.
VITRAL
Painel criado por uma artista e executado com pedaços de vidro colorido rejuntados com chumbo.
VITRIFICADO
Material que assume a aparência do vidro - muitas vezes, resulta da aplicação de uma camada de vidro sobre outro material.
VITRÔ
Tipo de janela em que uma ou mais folhas de vidro se movem na vertical ou na horizontal, a partir do comando de uma alavanca. Além de não liberar o vão para passagem total do ar, proporciona reduzida vedação.
VOLUMETRIA
Conjunto das dimensões que determinam o volume de uma construção, dos agregados, da terra retirada ou colocada no terreno etc.
VOLUTA
Ornato que aparece freqüentemente em capitéis de colunas, principalmente no jônico, com forma de espiral. O centro da voluta, onde começa a espiral, em geral em forma de pequeno disco, chama-se "olho". Voluta saliente é aquela em que o "enrolamento" sai para fora do prumo, ao contrário da voluta reentrante, em que a espiral é côncava. Voluta chanfrada é aquela em que as circunvoluções estão separadas entre si por um pequeno espaço às vezes decorado.
ZARCÃO
Subproduto do chumbo, de cor alaranjada, aplicado sobre superfícies metálicas para evitar a ferrugem.
ZENITAL
Iluminação realizada através de domo ou clarabóia, cuja luz vem de cima (do zênite).
ZINCADO
Material que foi revestido de zinco. O revestimento de chapas de ferro dá origem às telhas de zinco usadas em coberturas ou telhados quase planos, com pouca inclinação.